Paciente baleado recebe tratamento com polilaminina para lesão medular em Salvador

Paciente baleado recebe tratamento com polilaminina para lesão medular em Salvador

Operador de logística Paulo Araújo, de 38 anos, tornou-se o segundo paciente da Bahia a receber um tratamento experimental com a enzima polilaminina, indicada para lesões medulares agudas. O procedimento foi realizado no Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), sendo o primeiro caso em um hospital privado do estado dentro do protocolo de pesquisa autorizado pela Anvisa. Paulo sofreu uma lesão raquimedular completa devido a uma perfuração por arma de fogo, o que o deixou paraplégico.

Após entrar em contato com a farmacêutica responsável pela pesquisa, Paulo foi incluído no protocolo experimental autorizado pela Anvisa e pelo laboratório responsável pelo desenvolvimento da enzima. O procedimento, conduzido por uma equipe multidisciplinar, consistiu na aplicação fracionada da enzima diretamente na medula espinhal, favorecendo o ambiente de regeneração neural.

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O médico Fabrício Guedes explicou que o prazo de 72 horas para intervenção cirúrgica visa descomprimir e estabilizar a coluna, aumentando as chances de recuperação neurológica. No caso de Paulo, a aplicação da enzima foi feita dentro desse período, sendo possível até 90 dias após a lesão. A polilaminina degrada componentes da cicatriz formada pós-lesão, facilitando a regeneração dos neurônios e possíveis ganhos funcionais após reabilitação intensiva.

O que a polilaminina pode fazer e o que ainda não se sabe sobre a substância

A substância vem sendo estudada para regeneração de tecidos nervosos. Embora não haja cura para lesões medulares completas, a terapia experimental representa um avanço promissor para pacientes com lesões traumáticas recentes, que possuem poucas opções de tratamento. Iniciativas como essa buscam criar condições para que o sistema nervoso reestabeleça conexões e promova possíveis melhoras de sensibilidade e movimento.

Participar do estudo representa para Paulo uma nova possibilidade após meses de incerteza. Ele vê no tratamento não só uma esperança pessoal, mas também uma contribuição para a ciência. Após a aplicação da enzima, Paulo seguirá em acompanhamento médico e reabilitação específica, com resultados monitorados nos próximos meses.

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