Paciente em cuidados paliativos emociona equipe de hospital com show de agradecimento no Paraná

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Vídeo: paciente em cuidados paliativos faz ‘show’ como agradecimento à equipe de hospital antes de receber alta, no Paraná

Osvaldo Manuel Barreto, de 62 anos, emocionou profissionais após ficar 45 dias internado no Hospital Universitário de Maringá devido a um câncer no intestino.

Paciente em cuidados paliativos faz show como agradecimento à equipe de hospital. [https://s04.video.glbimg.com/x240/14389251.jpg]

Paciente em cuidados paliativos faz show como agradecimento à equipe de hospital.

O músico Osvaldo Manuel Barreto emocionou profissionais do Hospital Universitário de Maringá (HU) ao realizar uma apresentação particular para a equipe de cuidados paliativos que o acompanhou durante 45 dias de internação. Para ele, o gesto foi um agradecimento, feito pouco antes dele receber alta na sexta-feira (27). Assista acima.

Osvaldo recebeu o diagnóstico de câncer no intestino no dia 11 de janeiro deste ano e, desde então, estava internado no HU. Durante esse período, a equipe do setor de cuidados paliativos descobriu a paixão dele pela música e sugeriu que ele fizesse uma apresentação.

Tudo foi organizado para acontecer na sexta-feira, mas Osvaldo recebeu a notícia de que ia poder voltar para casa um dia antes. Mesmo com saudade do lar, ele decidiu honrar o compromisso com os amigos e ficou mais um dia no hospital só para realizar a apresentação.

> “Vieram com a proposta e eu aceitei desde o começo. Mesmo com a alta, eu quis ficar para fazer esse agradecimento”, disse.

Osvaldo fez apresentação em agradecimento à equipe de hospital, no Paraná. — Foto: João Vitor Brum/RPC

O show especial foi realizado na área externa do hospital e contou com a participação de membros da equipe médica com violões e pandeiro. Osvaldo ficou responsável pelo vocal e interpretou as músicas que mais gosta e as que considerou importantes para o momento enfrentado, como “Tempo Perdido”, do Legião Urbana.

Junto também estava o filho, Heitor Barreto. Músico como o pai, ele não tocava desde que soube do diagnóstico e internação.

> “Assim como ele, desde o dia em que ele internou, eu não toquei mais violão. Tô parado desde então, mas estou feliz e alegre dele ter alta. Foi muita coisa que a gente passou nesses 45 dias”, disse Heitor.

A apresentação comoveu a equipe que acompanhou o caso dele diariamente.

“Pra mim, foi muito gratificante ver a medicina indo além de diagnosticar e tratar doenças, mas promovendo momentos especiais. Foi maravilhoso”, afirmou a interna Ana Carolina Amaral.

Antes de ir para casa, Seu Osvaldo deixou uma mensagem à equipe.

> “O tempo e os cuidados que eu tive aqui foram demais, um presente de Deus. Fui muito bem tratado. Quero agradecer a todo mundo. Como a música do Legião Urbana: o segredo é sempre amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, disse Osvaldo.

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DIAGNÓSTICO

Osvaldo recebeu o diagnóstico um dia depois do último show feito com a banda dele. — Foto: Cedida/Osvaldo Barreto

Um dia antes de receber o diagnóstico de câncer, Osvaldo havia se apresentado com a banda que tem há 10 anos com o filho Heitor Barreto e alguns amigos.

Ele conta que passou mal no dia seguinte ao show e foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento. Após diversos exames, a equipe médica descobriu que o intestino de Osvaldo estava perfurado e, por isso, não seria possível retirar o tumor por meio de cirurgia.

Desde então, o músico passou a ser assistido pelo serviço de cuidados paliativos do HU. Durante a internação, ele recebeu acompanhamento multidisciplinar, incluindo suporte psicológico, clínico e social.

> “Cuidado paliativo não é o começo da morte. É conforto, sensibilidade. É proporcionar o que um cuidado comum não pode oferecer”, explicou o psicólogo Gabriel de Leão.

A médica paliativista Érika Nakakura reforça que o foco dos serviços paliativos é aliviar diferentes formas de sofrimento.

“A dor física às vezes é a menor. A maior pode ser social, espiritual, psicológica. Buscamos amenizar o sofrimento, porque eliminar é impossível”, afirmou.

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