Britânico mata filha de 23 anos a tiros após discussão sobre Trump
Lucy e o pai tiveram uma discussão intensa naquela manhã sobre temas políticos, incluindo o então presidente dos Estados Unidos. O caso chocou a família e a comunidade, gerando debates sobre posse de armas e questões de segurança. Porém, a triste realidade é que uma vida foi ceifada em um momento de desentendimento familiar.
11 de fevereiro de 2026, 06:51 h. Jovem se considerava “anti-armas” e disse ao pai que estava preocupada com a presença de pistola em casa na presença das filhas (Foto: Reprodução). A tragédia envolvendo a jovem britânica Lucy Harrison ganhou destaque internacional, trazendo à tona questões sobre controle de armas e diálogo em famílias com opiniões políticas divergentes.
Uma jovem britânica de 23 anos foi morta a tiros pelo próprio pai durante uma visita à família no Texas, nos Estados Unidos, em janeiro de 2025. O caso voltou ao centro do debate nesta semana após a abertura de um inquérito no Tribunal de Coroner de Cheshire, no Reino Unido, que analisa as circunstâncias da morte. As informações foram publicadas originalmente por O DELOBO.
A vítima, identificada como Lucy Harrison, era natural de Warrington, na Inglaterra, e estava em Prosper, no Texas, na casa do pai, Kris Harrison, quando foi morta no dia 10 de janeiro de 2025. A data coincidiu com o dia em que ela e o namorado, Sam Littler, planejavam retornar ao Reino Unido após a visita. O que era para ser um momento de reencontro e alegria se transformou em tragédia.
De acordo com o depoimento de Littler à Justiça britânica, Lucy e o pai tiveram uma discussão intensa naquela manhã sobre temas políticos, incluindo o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estava prestes a ser empossado. Após a troca de palavras, a jovem ficou visivelmente abalada com o desentendimento. O que poderia ter sido resolvido com diálogo e respeito se transformou em um desfecho trágico.
Horas depois, ainda no mesmo dia, Kris Harrison teria levado a filha até um quarto no térreo da casa. Cerca de 15 segundos depois, um disparo foi ouvido. Littler relatou ao tribunal que, ao correr para o local, encontrou Lucy caída no chão, perto do banheiro, enquanto o pai gritava pela esposa sem oferecer explicações claras sobre o que havia acontecido. A falta de clareza e transparência nesse momento só aumentou o choque e a dor da família.
Durante a audiência no Reino Unido, a defesa de Harrison tentou afastar a juíza responsável pelo caso, Jacqueline Devonish, alegando possível parcialidade e sustentando que o procedimento estaria sendo conduzido como uma investigação criminal, e não apenas como uma apuração de fatos. O pedido foi rejeitado, e a magistrada manteve a condução do processo. A busca por respostas e justiça continua em meio à dor e ao luto.
O inquérito segue em andamento e deve ouvir novas testemunhas, além de reunir mais elementos sobre a dinâmica do ocorrido na residência da família no Texas. O objetivo é esclarecer, de forma oficial, como se deu a morte de Lucy Harrison e quais fatores contribuíram para o desfecho trágico do caso. A busca por entender o que aconteceu e como evitar que casos similares se repitam é fundamental para a segurança e o bem-estar de todos. A esperança é que a justiça seja feita e que a memória de Lucy seja honrada com transparência e responsabilidade.




