A Associação Palestina de Futebol (PFA) anunciou a volta de suas competições esportivas, interrompidas por três anos devido à guerra em Gaza. A retomada está marcada para o dia 4 de setembro de 2026, trazendo uma nova esperança para o futebol local.
O primeiro torneio, chamado “Copa dos Mil Mártires”, homenageia 1.014 jogadores palestinos que perderam a vida durante o conflito. O presidente da PFA, Jibril Rajoub, enfatizou a importância do esporte como símbolo de esperança e vida, apesar das dificuldades enfrentadas.
A competição reunirá um total de 226 clubes, incluindo 146 da Cisjordânia ocupada, 44 da Faixa de Gaza e 36 de campos de refugiados palestinos no Líbano. Essa diversidade mostra a resiliência do futebol palestino, que segue firme mesmo diante de adversidades.
Rajoub também destacou que a guerra, que teve início após os ataques do Hamas em Israel no dia 7 de outubro de 2023, resultou em “condições difíceis para todos os palestinos”, levando à interrupção das atividades esportivas. No entanto, a PFA reafirma sua determinação em retomar suas atividades.
O dirigente fez um apelo à Fifa e outras federações para que apoiem a PFA, que enfrenta sérias dificuldades financeiras. Ele pediu proteção para que jogadores, crianças e clubes possam praticar o esporte “livremente e com dignidade”.
A PFA, há anos, solicita ações contra clubes israelenses situados em assentamentos na Cisjordânia e a suspensão da filiação de Israel à Fifa. Rajoub afirmou: “Não exigimos privilégios, mas reivindicamos direitos legítimos garantidos pelas leis e estatutos esportivos”.
Além do torneio, ele também anunciou um amistoso da seleção da Palestina contra a China em setembro, como preparação para a Copa da Ásia, prevista para janeiro na Arábia Saudita. A retomada das atividades marca um passo importante para a PFA e para o povo palestino.
A notícia da volta das competições é recebida com otimismo, mostrando que, apesar dos desafios, o espírito esportivo e a luta pela dignidade continuam a impulsionar a nação palestina.



