Pará é 4º estado com mais resgates de escravidão em 2025, diz MPT: 48 trabalhadores salvos em 13 operações. Soluções e denúncias→

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Pará é o 4º estado com mais pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão em 2025, aponta MPT

Treze operações no estado resultaram no resgate de 48 trabalhadores em situação degradante.

1 de 1 Operação no Pará flagra trabalho análogo à escravidão. — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Operação no Pará flagra trabalho análogo à escravidão. — Foto: Polícia Federal/Divulgação

O Pará foi o quarto estado com mais pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Ao todo, 48 trabalhadores foram retirados dessa situação em 13 operações realizadas em diferentes municípios paraenses.

Em todo o país, as forças-tarefas integradas pelo MPT resultaram no resgate de 1.986 pessoas, após 196 ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo. Minas Gerais liderou o número de operações, com 42 ações, seguida por São Paulo (22) e Rio Grande do Sul (15).

No Pará, as fiscalizações atingiram diferentes frentes da economia, especialmente na pecuária, setor que concentra o maior número de casos de exploração.

As inspeções encontraram condições degradantes, como alojamentos improvisados, falta de água potável e banheiros, alimentação precária e ausência de equipamentos de proteção.

Também foram identificadas práticas como jornadas exaustivas, servidão por dívida e trabalho forçado, todos elementos que caracterizam o trabalho escravo contemporâneo.

Além do resgate dos trabalhadores, a atuação das equipes no Pará resultou na assinatura de 21 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), 11 ações civis públicas e no pagamento de mais de R$ 3,3 milhões em indenizações por dano moral individual e coletivo.

Segundo a procuradora do Trabalho Silvia Silva, coordenadora regional da Conaete, a atuação do MPT na Amazônia também busca responsabilizar grandes empresas que se beneficiam direta ou indiretamente do trabalho escravo.

O coordenador nacional da Conaete, procurador Luciano Aragão, explica que o fenômeno da escravidão moderna “não se esconde apenas em fazendas isoladas do interior, mas abastece cadeias produtivas que alcançam o consumo urbano, das roupas e alimentos ao café de todo dia”.

Nos últimos anos, o MPT disse que vem ampliando ações de capacitação de gestores e servidores públicos para identificar e denunciar casos de exploração. As formações já alcançaram os municípios de Xinguara, Marabá, Dom Eliseu, Redenção e São Félix do Xingu.

COMO DENUNCIAR

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma anônima e gratuita pelo Disque 100 ou diretamente pelo site do MPT PA-AP.

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