Emicida e Fióti: entenda a parceria entre irmãos que chegou ao fim
Juntos, os artistas eram sócios-fundadores da produtora Laboratório Fantasma. Os irmãos Emicida e Fióti enfrentam um imbróglio judicial pela gestão e finanças da empresa Laboratório Fantasma, fundada pelos dois há quase 16 anos.
Após iniciar como um coletivo para comercializar camisetas artesanais, a empresa se transformou em uma grande loja virtual e produtora musical. Além de acumular parcerias com artistas como Caetano Veloso, Criolo, Ogi e Mão de Oito, o primeiro artista exclusivo da empresa foi o cantor Rael, em 2012.
Depois das camisetas artesanais, vieram mixtapes, videoclipes, eventos e turnês, sempre empregando o esquema “faça você mesmo”. Segundo informações do site oficial do Laboratório Fantasma, em 2013, a empresa idealizou seu primeiro grande show, após produzir muitos eventos pelo Brasil.
Intitulado “Cidadania nas Ruas”, a edição levou 30 mil pessoas ao Parque Ibirapuera para ver Caetano Veloso, Tom Zé, Baby do Brasil, Tulipa Ruiz, Marcia Castro, Emicida, Rael, Ellen Oléria e Flora Matos.
Em celebração aos cinco anos de empreendimento, os irmãos ainda organizaram o festival Ubuntu, com atrações como Boogarins, Féfé, Akua Naru, Céu, Rael e o próprio Emicida.
Além da música, a marca ainda possui um braço focado na moda, chamada apenas de LAB. A marca, inclusive, desfilou pela primeira vez na São Paulo Fashion Week em 2016 e é conhecida por trazer muita diversidade para as passarelas, com um grande número de modelos negros e com corpos diferentes.
O fim da parceria profissional entre Emicida e Fióti foi anunciado pelo rapper na última sexta-feira (28).
ENTENDA A POLÊMICA ENTRE FIÓTI E EMICIDA
A disputa judicial, revelada inicialmente pelo Portal Leo Dias, iniciou-se quando Fióti solicitou uma tutela de urgência à Justiça. Evandro aponta que, apesar de um acordo prévio firmado em dezembro de 2024 para formalizar uma divisão societária igualitária, Emicida revogou sua procuração e bloqueou seu acesso às contas e informações financeiras da LAB Fantasma.
Ainda conforme o texto do processo, Fióti defende que sempre atuou em paridade com o irmão na construção do negócio e que as transferências financeiras que realizou foram transparentes e previamente acordadas, negando qualquer desvio.
Já o rapper argumenta que a decisão de afastar Fióti da gestão foi uma resposta a atitudes unilaterais do irmão, como dedicação de tempo reduzido à empresa e transferências bancárias significativas sem sua autorização prévia. Confira o que cada irmão alega, segundo os autos do processo.