Parentes e amigos de adolescente morto na Cidade de Deus fazem protesto; Justiça realiza júri popular de PMs
O julgamento que estava previsto para o fim de janeiro foi adiado e está marcado para esta terça-feira (10). Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, foi vítima de disparos durante uma operação ocorrida em 2023. Em seus depoimentos, os agentes admitiram os disparos, porém, alegaram que agiram em legítima defesa.
Parentes e amigos do estudante Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, que foi assassinado a tiros durante uma operação na Cidade de Deus, fazem uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do RJ. Nesta terça-feira (10), dois PMs serão levados a júri popular pela morte de Thiago.
“Eu estou muito confiante na verdade — na verdade de quem o Thiago era. Um menino estudioso, participativo na escola e no futebol. Era amado, querido por todos pelo jeito dele. Thiago era alegre, sempre sorridente. Eu nunca imaginei perder meu filho de uma forma tão covarde”, disse Priscilla Menezes, mãe de Thiago.
A mãe de Thiago expressou sua esperança de que os policiais sejam responsabilizados e condenados pela morte de seu filho, buscando encontrar justiça diante da tragédia.
Inicialmente programado para o dia 27 de janeiro, o julgamento foi adiado após desentendimentos envolvendo uma prova apresentada pela Defensoria Pública do Rio, causando revolta entre parentes e amigos de Thiago. A mãe do adolescente chegou a desmaiar devido à situação.
Os policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria são acusados de homicídio e fraude processual por admitirem os disparos que resultaram na morte do jovem Thiago. Segundo a denúncia, os policiais estavam em um carro particular durante uma operação ilegal na Cidade de Deus.
Durante o processo, a defesa de Diego Pereira Leal afirmou que Thiago era ligado ao tráfico de drogas, apresentando conversas que indicavam o envolvimento do adolescente com membros do crime local. No entanto, a família e testemunhas alegam que Thiago foi executado por um dos policiais quando já estava caído no chão, de costas.
Os policiais responderão não apenas pelo homicídio de Thiago, mas também por fraude processual, já que teriam manipulado a cena do crime e plantado uma arma próxima ao local para sustentar a versão de confronto. O julgamento da fraude processual será realizado na auditoria da Justiça Militar. Além dos dois PMs, outros envolvidos também respondem por participação no caso, demonstrando a complexidade e gravidade do ocorrido.




