Uma coalizão de frentes parlamentares ligada ao setor produtivo defendeu nesta segunda-feira (2/3) aprofundar os debates e adiar a análise de propostas que acabam com a chamada escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso. Deputados que lideram o grupo fizeram críticas ao calendário proposto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o tema. O fim da escala 6×1 é uma das prioridades deste ano para Motta. O paraibano tem dito que pretende analisar ainda no primeiro semestre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com esse modelo de jornada. Na avaliação das frentes parlamentares, a discussão da PEC está contaminada e tem sido impactada por um viés eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu a mudança da escala como um dos motes de sua campanha à reeleição. Membros do governo defendem uma redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário.




