Parque Estadual Delta do Jacuí: Abandono ameaça preservação ambiental

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A área de preservação ambiental no Rio Grande do Sul, cuja sede fica localizada na Ilha da Pintada em Porto Alegre e é ligada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, está abandonada desde a enchente que ocorreu em maio. A sede do Parque Estadual da Delta do Jacuí, que deveria ser o ponto de fiscalização da Área de Proteção Ambiental do Delta do Jacuí (APADJ), encontra-se em estado de completo descaso. O APADJ abrange 22 mil hectares e engloba seis municípios, possibilitando construções autorizadas dentro de um modelo de uso sustentável.

Enquanto a APADJ permite construções autorizadas e segue um modelo de uso sustentável, o Parque do Delta do Jacuí é uma área de proteção integral, destinada a preservar a natureza e manter áreas verdes. Além disso, atua como um filtro natural para a água nas proximidades da região mais urbanizada, desempenhando um papel crucial na conservação ambiental. No entanto, a falta de manutenção e cuidados adequados tem levado ao abandono da sede do parque.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) reconhece os danos causados pela enchente de maio de 2024 e informa que está em processo de substituição da sede por novas estruturas, localizadas em áreas menos propensas a alagamentos. Imagens revelam o estado de abandono da sede, com documentos públicos amontoados, coletes à prova de balas jogados na lama, e salas de educação ambiental deterioradas.

Os relatos dos guardas-parques destacam a falta de infraestrutura adequada para o trabalho de fiscalização e preservação ambiental. Adão Zimmermann, guarda-parque da região, ressalta a importância da preservação ambiental e lamenta a falta de suporte por parte dos supervisores. Com a sede abandonada, os guardas que fiscalizam a área do Delta do Jacuí operam a partir de um prédio no Centro de Porto Alegre, tornando as operações de monitoramento mais difíceis.

Além do Delta do Jacuí, a precariedade nas unidades de conservação estaduais se estende à Área de Proteção Ambiental (APA) do Banhado Grande, onde os guardas-parques enfrentam problemas similares, como a falta de equipamentos essenciais e ameaças frequentes de caçadores. A SEMA anunciou a aquisição de novos armamentos, mas ainda não há previsão para a entrega. A fiscalização ambiental na região é essencial para a preservação dos recursos naturais e a manutenção do equilíbrio ecológico.

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