Passageiro é detido em rodoviária de SC com 111 ampolas de tirzepatida trazidas ilegalmente do Paraguai
Suspeito afirmou que comprou a mercadoria no Paraguai e que entregaria a carga na cidade de Brusque. A apreensão aconteceu após uma denúncia anônima.
Guarda Municipal conduz suspeito de descaminho com mais de cem ampolas de canetas emagrecedoras — Foto: Reprodução/SECOM
Um homem foi detido pela Guarda Municipal de Joinville, no Norte de Santa Catarina, suspeito de transportar produtos trazidos ilegalmente do Paraguai. Entre os itens apreendidos estavam 111 ampolas do medicamento Mounjaro (tirzepatida), concorrente do Ozempic (semaglutida).
A apreensão aconteceu após uma denúncia anônima. Com a informação, uma equipe da Guarda Municipal foi até a rodoviária do município e, no ônibus indicado, encontrou o suspeito tentando esconder objetos no bagageiro. O veículo fazia uma linha interestadual.
No local, o homem foi abordado e levado à Central de Polícia por suspeita de descaminho, prática que ocorre quando produtos entram ou saem do país sem o pagamento dos impostos obrigatórios.
Aos agentes, o suspeito afirmou que comprou a mercadoria no Paraguai e que entregaria a carga em Brusque, no Vale do Itajaí.
Além das 111 ampolas do medicamento, os guardas apreenderam sete celulares, um notebook e frascos de perfume que estavam com ele.
Passageiro é detido em rodoviária com 111 ampolas de tirzepatida — Foto: Reprodução/SECOM
Santa Catarina registra quatro casos de pacientes com efeitos neurológicos após o uso de canetas emagrecedoras, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES), no início de fevereiro.
Os casos envolvem o uso de tirzepatida, substância presente no medicamento injetável Mounjaro. As cidades onde os casos ocorreram não foram divulgadas.
A pasta informou que monitora todos os registros e já comunicou a situação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A SES reforça que as canetas são indicadas apenas para tratamento de obesidade e diabete. Alguns produtos têm outras indicações específicas, como redução de risco cardiovascular e tratamento da apneia. Qualquer uso fora dessas condições é contraindicado pela Anvisa por falta de evidências de segurança e eficácia.
Mulher aplica caneta emagrecedora no abdômen — Foto: Reprodução/TV Globo
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