Em meio a tantos casos de violência doméstica e agressões contra mulheres, a PM do Rio de Janeiro se destaca com a eficácia da Patrulha Maria da Penha, que já ajudou mais de 100 mil mulheres em todo o estado. Criado há seis anos, o programa já realizou 881 prisões de pessoas que descumpriram medidas protetivas concedidas pela Justiça, sendo a maioria em flagrante. Essas ações têm o objetivo de evitar feminicídios e garantir a segurança das vítimas de violência doméstica.
Com dados alarmantes de agressões, a central de emergência 190 da PM do Rio revela que a maioria das denúncias ocorre aos sábados, domingos e segundas-feiras, sendo as moradoras da capital as que mais relataram ter sofrido violência doméstica. Além disso, o levantamento aponta que a faixa etária mais afetada varia de 30 a 49 anos, sendo a maioria das vítimas mulheres negras. Em parceria com o Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública, o programa atua no monitoramento e cumprimento das medidas protetivas.
O trabalho da Patrulha Maria da Penha consiste em fiscalizar e acompanhar de perto as vítimas de violência doméstica, garantindo que as medidas protetivas sejam cumpridas pelos agressores. O programa conta com o apoio de policiais especializados, que realizam visitas periódicas e mantêm contato constante com as mulheres atendidas. Essa atuação tem sido fundamental para oferecer suporte e segurança às vítimas, que muitas vezes vivem sob constante ameaça.
Com a demanda cada vez mais crescente, as denúncias de violência contra a mulher ocuparam o segundo lugar no ranking de chamadas recebidas pelo 190, totalizando 63.426 telefonemas em 2024. O atendimento é feito por policiais treinados e especializados, que buscam garantir a integridade física e emocional das vítimas, proporcionando um ambiente de acolhimento e proteção. A presença de salas lilases nos batalhões possibilita um espaço exclusivo para o acolhimento das mulheres em situação de vulnerabilidade.
Um dos casos atendidos pela Patrulha Maria da Penha envolveu uma professora de 44 anos, que foi vítima de agressões por parte de um ex-namorado. Após conseguir uma medida protetiva na Justiça, ela passou a receber o acompanhamento constante dos policiais, que a auxiliaram a lidar com as sequelas do trauma sofrido. O programa tem se mostrado essencial para combater a violência contra a mulher e garantir que as vítimas se sintam protegidas e amparadas diante de situações de risco.
Em um cenário em que a violência doméstica ainda é uma realidade presente na vida de muitas mulheres, a atuação da Patrulha Maria da Penha se destaca como um importante instrumento de proteção e segurança. Com a conscientização e o apoio da sociedade, é possível ampliar o alcance dessas ações e garantir que as vítimas de violência encontrem o suporte necessário para romper o ciclo de agressões e retomar o controle de suas vidas. O Agosto Lilás é mais do que uma campanha, é um compromisso de toda a sociedade na luta contra a violência de gênero.