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Dez adolescentes morreram no acidente; traze pessoas serão indiciadas

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Ao vivo: Polícia Civil apresenta conclusão das investigações do incêndio que matou os adolescentes infratores no 7 BPM. #aovivodiariodoestado

Posted by Diário Do Estado on Monday, August 27, 2018

A Polícia Civil apresentou nesta segunda-feira (27) a conclusão das investigações acerca do incêndio que vitimou 10 adolescentes. O fato ocorreu no centro de internação provisória para menores do 7º Batalhão da Polícia Militar, no setor Jardim Europa, no último dia 25 de maio, em Goiânia.

Na investigação concluiu-se que os trabalhadores do local foram negligentes. Segundo o delegado Wellington Carvalho, líder das investigações, os funcionários só começaram a jogar água na cela, quatro minutos após o início do fogo e os bombeiros só foram avisados 17 minutos após, quando nove vítimas já haviam sido notadas.

A conclusão foi possível com base na análise das imagens das câmeras de vigilância do pátio do batalhão. Nas cenas, é possível ver os funcionários passando várias vezes pelo local antes de tomar uma atitude. Nos depoimentos, os envolvidos alegaram estar procurando por extintores de incêndio. Esse ponto não foi conclusivo. Segundo o delegado, algumas pessoas disseram ter extintores no local e outras disseram que não. Entretanto, o incêndio pôde ser contido com baldes de água e mangueira, como ocorreu.

Treze pessoas serão indiciadas dez vezes, relativo ao número de vítimas, por homicídio culposo (art. 121 § 3º). Entre eles estão a coordenadora geral Sany Silvano Nogueira, os agentes de segurança Alexandre Trindade Rodrigues, Cláudio Junio de Souza, Edgar Souza de Oliveira e Wesley Anderson Vera da Silva. Além dos educadoras Antônia de Jesus Santo, Benedita Fernandes Moreira, Cristiane de Almeida Porto, Jéssyca Grilo Lopes, Lívia Cardoso Cunha de Melo, Maria Helena Mendonça Moreira, Marise Gomes da Silva e  Rosimeire Socorro dos Santos Rocha.

Relembre 

Adolescentes internos do 7º BPM atearam fogo em um colchão na Ala A, dando início ao incêndio. A intenção era protestar contra um procedimento do local. Entretanto, o fogo se alastrou e tomou conta da cela.

Eles teriam sido avisados que haveria um remanejamento dos internos para outras celas, tendo em vista que o “entrosamento” entre os presos estava ficando forte e começando a causar problemas.

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