Pedágio em Pelotas, um dos mais caros do Brasil, será desativado após 28 anos: entenda a mudança.

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Pedágio no RS que é um dos mais caros do Brasil será desativado após 28 anos; entenda

O G1 contratado com a Ecovias Sul termina às 23h59 desta terça (3). Dnit assume manutenção e municípios ficam com resgate em caso de acidentes. Tarifa está entre as dez mais caras do país.

Praças de pedágio na região de Pelotas serão desativadas.

As praças de pedágio do polo rodoviário de Pelotas serão desativadas a partir da meia-noite desta quarta-feira (4). O contrato entre o governo federal e a concessionária Ecovias Sul chega ao fim às 23h59 desta terça (3), encerrando 28 anos de operação no Sul do Rio Grande do Sul.

Ao todo, quatro praças deixarão de cobrar tarifa: Canguçu e Rio Grande, na BR‑392, e Pelotas e Jaguarão, na BR‑116. Motoristas de carros deixarão de pagar R$ 19,60 em cada uma delas — a tarifa mais cara do estado e DEtre as dez maiores do Brasil. Em 2024, os pedágios chegaram a ser os mais caros do Brasil.

Caminhoneiros também terão redução significativa. Em viagens entre Porto Alegre e Rio Grande, por exemplo, deixarão de pagar cerca de R$ 350. As tarifas atuais DEriam DE R$ 39,10 a R$ 117,40, dependendo do número de eixos. “Um 9 eixos é R$ 235. Não tem como, é muito caro”, disse o caminhoneiro Cláudio da Silva.

Com o fim da cobrança, a gestão dos trechos volta para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo o órgão, quatro contratos terceirizados foram encaminhados para garantir manutenção rotineira, incluindo roçada, drenagem e conservação da pista.

> “Nós não temos equipamentos. Nós contratamos empresas para fins de execução das obras”, afirma o superintendente do Dnit no RS, Hiratan Pinheiro da Silva.

Já o resgate e o socorro deixam de ser responsabilidade da concessionária e passam a ser operados por cada município. A Ecovias Sul desligará cinco ambulâncias e uma UTI móvel. No último ano, foram registradas 13 ocorrências diárias nos trechos.

Para suprir a demanda, o Samu DE Pelotas pretende ampliar a frota e contratar 10 profissionais. “Solicitamos mais uma ambulância, uma unidade DE suporte básico e uma viatura DE intervenção rápida”, disse Marcelo Rodrigues da Rosa, diretor da rede DE urgência e emergência do município.

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