Augusto Melo se retrata com ex-assessora do Corinthians por ofensa; julgamento é adiado
Em áudio vazado, presidente, quando ainda era candidato, afirmou que Cíntia Montino se prostitui
O presidente Augusto Melo, do Corinthians, usou as redes sociais para se retratar com a ex-assessora administrativa Cíntia Montino, que processou o dirigente por difamação e injúria, com aumento de pena na acusação pelo meio utilizado para a propagação da ofensa. No caso, o Whatsapp.
O pedido de desculpas do dirigente ocorre um dia depois da data marcada da audiência, que acabou adiada. Ainda não há definição para uma nova sessão de encontro entre as partes.
Quero me desculpar, o que eu falei, mesmo que tenha sido em uma mesa com amigos, eu não deveria ter falado, disse Augusto Melo.
Em novembro de 2023, quando ainda era candidato a assumir o comando do Corinthians, Augusto Melo gravou uma mensagem de voz na qual dizia que a Cíntia Montino se prostituía. No áudio, que acabou vindo a público, o agora presidente afirmou.
Sei que a ofensa foi pesada, eu estava muito nervoso na hora, isso não se justifica, sei o tanto que as mulheres sofrem nesse mundo e não podia ter falado de jeito nenhum. Não imaginava que alguém pudesse gravar e divulgar para outras pessoas, acrescentou.
Em contato com a reportagem do ge, Alan Feher Zilenovski, advogado de Cintia, se manifestou em relação à publicação de Augusto Melo.
O pedido é extremamente tardio e vem em um momento que é totalmente oportunístico, considerando que houve uma audiência, considerando que não foi aceito pela juíza a alegação anterior dele de retratação que havia mencionado e feito. A própria lei prevê para que o réu obtenha a extinção da punibilidade, a retratação tem que ser feita através dos mesmos meios que a ofensa foi preferida, disse.
Zilenovski usa a questão da plataforma utilizada para o pedido de desculpas para questionar o pedido de desculpas.
A ofensa foi em um áudio que circulou no universo do Corinthians e fora, alcançou número absurdo de pessoas. Então, dada parte da Cíntia, é um pedido que não remedia o massacre covarde que ela atravessou ao lado deste período desde a propagação deste áudio, reclamou.
Qualquer juízo a ser feito sob essa manifestação dele, que poderia ser feita antes, denota que não existe um arrependimento, e sim que ele busca uma extinção da punibilidade. Vamos manter o trabalho e aguardando o novo julgamento. Quem dará a palavra final será a Justiça, completou.