Pedro Sánchez critica ataques ao Irã e repreende postura de Trump ao fazer “roleta russa” com destino de milhões. Em um pronunciamento transmitido nacionalmente no dia 4 de março de 2026, o primeiro-ministro da Espanha condenou veementemente as ameaças comerciais dos EUA e o apoio a possíveis ataques ao Irã, considerando a ofensiva como irresponsável e ilegal.
A escalada de tensões entre Espanha e Estados Unidos se agravou após Trump expor sua intenção de cortar relações comerciais com a Espanha devido à negação do governo espanhol em permitir o uso de bases militares para operações contra o Irã. Sánchez alertou para os riscos de uma escalada militar e enfatizou que decisões deste tipo podem desencadear consequências globais extremas.
A crise diplomática entre os dois países se intensificou após os bombardeios dos EUA e Israel no Irã, classificados como imprudentes e ilegais por parte do governo espanhol. Como resposta, a Espanha decidiu barrar o uso de bases navais e aéreas localizadas em seu território para operações relacionadas aos ataques, colocando em evidência a discordância no posicionamento sobre o conflito no Oriente Médio.
União Europeia manifesta apoio à Espanha diante das ameaças dos EUA, indicando que está pronta para proteger os interesses do bloco diante da situação. Pedro Sánchez relembrou os efeitos negativos duradouros decorrentes da Guerra do Iraque para justificar sua preocupação com a atual escalada militar, evidenciando os riscos de um conflito com o Irã.
As declarações de Trump acerca do corte de relações comerciais com a Espanha aumentaram a tensão, sendo criticadas pelo líder norte-americano durante entrevista na Casa Branca. O presidente dos EUA argumentou que poderia usar as bases espanholas independentemente da permissão do governo, o que gerou ainda mais discordância entre os dois países.
Diante do impasse e da perspectiva de conflito, Sánchez reforçou a posição contrária do governo espanhol à guerra e à participação em ações militares que possam gerar impactos imprevisíveis. O premiê sustentou a importância de buscar soluções diplomáticas para os conflitos internacionais, visando a construção de uma ordem mundial mais justa e pacífica.




