Pedro Turra é denunciado por tentativa de homicídio em Águas Claras

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Testemunha de agressão em Águas Claras diz que Turra chamou amigos para agredir jovem

A defesa de Arthur Azevedo Valentim, vítima de uma das várias agressões atribuída ao ex-piloto Pedro Turra Basso, pediu à Justiça do Distrito Federal que o caso seja reclassificado como tentativa de homicídio.

O pedido se baseia no depoimento dado por uma jovem em outro inquérito. Nele, a testemunha relata um padrão de comportamento agressivo de Turra – e a intenção do ex-piloto de “bater para matar” ao entrar em uma briga.

Pedro Turra virou réu por homicídio após a morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, após uma briga de rua.

Ele cumpre prisão preventiva no Centro de Detenção Provisória (CDP) enquanto aguarda julgamento.

Após a repercussão do caso, o DE revelou que ex-piloto já tinha sido denunciado por outra agressão em Águas Claras, meses antes.

Esse caso foi denunciado em junho de 2025, mas Pedro Turra só prestou depoimento em 27 de janeiro deste ano. A Polícia Civil (21ª Delegacia de Polícia) concluiu o caso como lesão corporal e encaminhou para a Justiça do Distrito Federal.

Segundo a defesa de Arthur Valentim, o depoimento dessa testemunha deixa “evidente que a conduta investigada não se limita ao crime de lesão corporal”.

O DE teve acesso com exclusividade ao depoimento (veja os vídeos ao longo desta reportagem).

Nele, a testemunha narra que estava com o ex-piloto no dia da briga – e que ele foi ao local onde Arthur Valentim estava com a intenção de agredi-lo.

“Ele não queria parar de bater, ele queria bater para matar”, disse a testemunha.

O DE procurou a defesa de Pedro Turra, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o depoimento, a confusão foi causada por um mal-entendido envolvendo a namorada do ex-piloto, Lauanny Faria Braier Borges.

A testemunha diz que estava com Pedro Turra quando o ex-piloto identificou que Arthur Valentim estava em uma praça em Águas Claras – e quando ele decidiu chamar amigos para “ajudar” na briga.

A depoente afirma ainda que chegou a enviar uma mensagem de alerta para Valentim. Um print obtido pelo DE mostra uma tentativa de ligação e duas mensagens entre 19h26 e 19h30 daquele dia: “Acabei de te ver. Corre.”

“O Pedro já ficou louco para ir pegar ele na porrada. Chamou todos os amigos, um monte de amigo dele. E aí, chegaram ele e um monte de menino, assim. Encurralaram o Arthur”, contou.

Ainda segundo o depoimento, a situação parecia resolvida após uma conversa entre os dois. Quando Valentim virou as costas para ir embora, no entanto, foi surpreendido com um mata-leão.

O novo golpe foi motivado, segundo a testemunha, por um comentário da namorada de Pedro Turra.

“Ele não ia mais bater nele. A Lauanny chegou no ouvido do Pedro e falou: ‘Você vai fazer de novo isso de falar e não fazer?’. Mexeu com o ego dele. Então ele foi correndo e pegou o Arthur Valentim no mata-leão. Começou a socar ele e não parava. Inclusive, sangrou o ouvido”, relatou.

A testemunha afirmou ainda que a agressão só parou depois que ela própria decidiu intervir.

Ela relatou à Polícia Civil que puxou Pedro Turra pelo cabelo e mentiu que “a polícia estava chegando”. Só aí, Turra teria largado Valentim.

A mentira ainda gerou uma bronca na testemunha, que teria “atrapalhado” a briga.

“Ele brigou, ele e a Lauanny. Veio com o grupinho todo brigar comigo, falandoque eu atrapalhei a briga, que eu não devia ter me metido. Que ele [Turra] queria ter matado ele [Valentim], que tinha que ter continuado a briga, pelo menos para deixar ele muito machucado”, afirmou.

O processo tramita no Juizado Especial Criminal de Taguatinga e ainda aguarda análise da Justiça e manifestação do Ministério Público.

O g1 teve acesso ao boletim de ocorrência, registrado em 28 de junho de 2025.

Namorada de Pedro Turra é investigada por ameaçar jovem que denunciou ex-piloto por tortura.

Família de jovem morto em briga no DF pede que amigos de ex-piloto também respondam por homicídio.

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