Dois meses após o incêndio na COP 30, a perícia da PF ainda não foi concluída. O fogo que interrompeu as negociações na Blue Zone durante a COP 30 em Belém não teve suas causas definidas até o momento. A Polícia Federal afirmou que a investigação está em andamento e que a complexidade técnica do trabalho tem sido um desafio para a conclusão do processo.
Um vídeo que mostra o momento exato em que o fogo começou na Zona Azul da COP 30 em Belém foi divulgado, gerando ainda mais especulações sobre o que teria causado o incêndio. A falta de conclusões sobre o ocorrido mantém a incerteza sobre a responsabilidade pelo incidente.
A Secretaria Extraordinária para a COP 30 (Secop), ligada ao governo federal, explicou que medidas de reparação ou indenização só poderão ser tomadas após a conclusão das investigações. Caso empresas contratadas ou subcontratadas sejam consideradas responsáveis, as providências serão tomadas conforme o contrato e a legislação vigente.
A área dos pavilhões de países na Blue Zone foi atingida pelo incêndio em novembro de 2025, sendo controlado em apenas seis minutos pelos bombeiros. Apesar do susto, não houve registros de pessoas com queimaduras graves, porém cerca de 35 pessoas precisaram de atendimento devido à inalação de fumaça ou crises de ansiedade.
O Corpo de Bombeiros, responsável pela emissão do alvará de funcionamento e atestado de segurança, confirmou que a estrutura montada para a conferência era composta por materiais não inflamáveis, o que contribuiu para evitar danos maiores. Após a reabertura da área e a devolução à ONU, questões sobre as causas do incêndio continuam sem respostas definitivas.
A investigação da Polícia Federal, que abriu inquérito no mesmo dia do incêndio para apurar as causas, ainda não apresentou resultados conclusivos. A complexidade do trabalho pericial tem sido um dos principais desafios para a conclusão do processo, mantendo o mistério em torno do ocorrido na COP 30 em Belém.




