Perícia identifica 10 tiros em residência onde policial penal e esposa morreram em Goiânia

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A perícia técnica apontou que pelo menos dez disparos foram efetuados na residência onde um policial penal e a esposa foram encontrados mortos, na tarde da última quarta-feira (25), em Goiânia. O caso ocorreu em um condomínio de casas localizado na Rua 1, na Vila São João, e é tratado como homicídio seguido de suicídio.

As vítimas são Rogério Naves Lima, de 49 anos, e Sara Núbia Siqueira Guedes Torres, de 39. Os corpos foram localizados após a mãe da advogada ir até o imóvel, preocupada por não conseguir contato com a filha ao longo do dia. Ao entrar na casa e se deparar com uma grande quantidade de sangue na entrada do quarto do casal, ela saiu à rua gritando por socorro. Um médico que mora no mesmo condomínio ouviu os pedidos de ajuda e foi até o local.

De acordo com as investigações, a mulher atirou na cabeça do marido enquanto ele dormia e se matou em seguida. A análise pericial identificou que o policial penal, que estava deitado na cama, foi atingido por cinco tiros na cabeça. Já Sara apresentava duas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.

A arma utilizada, uma pistola calibre .40 pertencente à Polícia Penal, foi encontrada próxima à mão da advogada. Ela estava caída no chão, ao lado da cama. O armamento foi recolhido para exames complementares.

Horas antes da descoberta dos corpos, uma vizinha relatou ter acordado por volta das 3h da madrugada com barulhos estranhos. Segundo contou aos policiais militares, o som parecia alguém batendo de forma insistente à porta da casa dela. A Polícia Militar foi acionada e enviou uma equipe ao condomínio, mas como não foram constatados sinais de arrombamento nem a presença de pessoas suspeitas, a ocorrência foi encerrada e registrada como averiguação.

Imagens das câmeras de segurança do condomínio não mostraram movimentações incomuns ou entrada e saída de terceiros entre 3h e 3h30, intervalo que, conforme a perícia, corresponde ao horário em que ocorreu o crime. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias e possíveis motivações do ocorrido.

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