Peritos da PF alertam para risco de perda de vestígios em investigação do Banco Master: decisão de Toffoli gera incertezas.

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Peritos da Polícia Federal (PF) alertam para o risco de “perda de vestígios relevantes” após a decisão do ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) de enviar as provas da operação do caso do Banco Master para a Procuradoria-Geral da República (PGR). A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou uma nota destacando preocupações técnicas para a investigação, ressaltando a importância de garantir que os materiais sejam enviados para a perícia criminal a fim de evitar possíveis prejuízos no processo de persecução penal.

Segundo a APCF, a postergação do envio das provas ou a realização dos exames fora das unidades oficiais de criminalística pode resultar na perda de vestígios relevantes, especialmente em relação a dispositivos eletrônicos. Isso poderia comprometer a análise de aparelhos ainda ativos ou recentemente desbloqueados, além de permitir eventuais modificações automáticas nos sistemas operacionais. A associação ressalta a importância de realizar os procedimentos periciais de forma adequada e dentro dos padrões estabelecidos para garantir a integridade das provas.

O vaivém em torno do acesso aos celulares apreendidos na Operação Compliance Zero tem gerado incertezas quanto à condução da investigação. Após determinar o armazenamento e lacração das provas no STF, Toffoli posteriormente decidiu que o material ficaria sob a guarda da PGR, atendendo a um pedido da Polícia Federal. A mudança de posicionamento do ministro também levou à restrição do acesso a apenas 4 peritos da corporação, com a Procuradoria-Geral da República acompanhando os trabalhos periciais.

O Caso do Banco Master tem gerado grandes repercussões no sistema financeiro e político brasileiro. A complexidade e a sensibilidade das investigações envolvendo instituições bancárias exigem rigor na apuração dos fatos e na preservação das provas. A atuação dos peritos criminais federais desempenha um papel fundamental neste contexto, garantindo a imparcialidade e a expertise necessária para a condução das diligências periciais de forma eficiente e precisa.

A decisão de Toffoli de autorizar a Polícia Federal a periciar os celulares apreendidos representa um passo importante no avanço das investigações. No entanto, as restrições de acesso impostas aos peritos da corporação levantam questionamentos sobre a transparência e a eficácia dos procedimentos periciais. A parceria entre a PF e a PGR no acompanhamento dos trabalhos periciais será fundamental para assegurar a integridade e a validade das provas coletadas durante a operação do Banco Master.

Diante da complexidade e da relevância do caso, é essencial que todas as medidas sejam tomadas para garantir a lisura e a credibilidade do processo investigativo. A colaboração entre os órgãos competentes, a atuação técnica dos peritos criminais federais e o respeito aos princípios legais são fundamentais para assegurar a justiça e a efetividade da investigação. A sociedade espera que os responsáveis pelo caso do Banco Master ajam com responsabilidade e comprometimento na busca pela verdade e pela punição dos culpados.

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