Personal trainer fica com 90% do corpo queimado após explosão em apartamento
O personal trainer Eduardo Werneck Stevens, de 31 anos, morreu na madrugada de sexta-feira (6) após sofrer queimaduras graves em uma explosão seguida de incêndio que começou após uma explosão dentro de um apartamento em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Ele teve cerca de 90% do corpo queimado e estava internado no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba, referência no tratamento de queimados. A morte foi registrada por volta das 2h da madrugada.
Natural de Foz do Iguaçu, Eduardo era educador físico e empresário. Ele comandava três estúdios de musculação e treinamento funcional na cidade, que ofereciam atendimento personalizado fora do modelo tradicional de academia.
HOMENAGENS DE AMIGOS
Amigos e colegas de trabalho prestaram homenagens À Eduardo e lembraram da personalidade do educador físico.
“Jovem bom, batalhador, determinado, do riso fácil, sempre disposto a ajudar as pessoas. Eduardo, saiba que você fez a diferença na vida de muitas pessoas. Seu legado estará vivo no coração de cada um”, disse Luiz Ricardo Nedel, amigo da vítima.
“Era uma pessoa maravilhosa. Conheci ele há mais de 10 anos. Quero desejar meus pêsames à família e dizer que era uma pessoa incrível, que vai fazer muita falta”, afirmou Lucas Rodrigo Vans Hoffman.
“Conheci o Eduardo há uns seis anos, em um retiro da igreja que participávamos. Era um cara nota 10, não tinha momentos ruins com ele”, disse Eduardo Henrique Zanini.
EXPLOSÃO NO APARTAMENTO
A explosão ocorreu na madrugada de 26 de fevereiro, por volta de 0h20, no apartamento onde Eduardo morava.
Uma mulher que estava com ele no local não ficou ferida. Ela contou aos bombeiros que o casal estava cozinhando quando ocorreu a explosão, enquanto ela havia ido ao banheiro.
“Ela relatou que houve uma explosão e um deslocamento de ar muito forte, que quebrou portas e causou grande dano no ambiente”, afirmou o bombeiro Daniel Muniz.
INVESTIGAÇÃO
A Polícia Civil do Paraná informou que a morte de Eduardo altera a natureza da investigação. Além de apurar as causas da explosão, a polícia também passa a analisar eventual responsabilidade criminal pela morte.
A principal linha de investigação aponta que o acidente pode ter sido causado por uma explosão de gás de cozinha.
A Defesa Civil já concluiu o laudo sobre a estrutura do prédio, mas o resultado ainda não foi divulgado. Sete famílias que moravam no bloco afetado continuam fora de casa, já que o local permanece interditado e não há prazo para retorno.




