Tubarão-lixa fica preso em anzol e pescador consegue devolver animal ao mar em segurança em Pernambuco
Wellington Maia se deparou com tubarão durante pescaria com isca viva. O encontro aconteceu na quarta-feira (31), na Praia de A Ver o Mar, em Sirinhaém.
Na tarde da quarta-feira (31), o pescador Wellington Maia, de 53 anos, se deparou com um tubarão-lixa de quase dois metros preso ao seu anzol. Durante uma pescaria com isca viva, o animal foi “pescado” por engano e arrastado para a areia. Com mais de 30 anos de experiência com pesca esportiva, Wellington decidiu tirar o anzol da boca do tubarão para evitar danos maiores ao animal marinho.
A ação foi filmada por testemunhas que estavam na Praia de A Ver o Mar, em Barra de Sirinhaém, na Zona da Mata de Pernambuco (veja vídeo acima). As imagens mostram o momento em que o pescador puxa com as mãos o animal pela cauda. Depois, é possível quando o anzol é removido da boca do bicho, que é devolvido ao mar.
Segundo Wellington, ele já tinha encontrado outros tubarões durante suas pescarias, mas nunca desse tamanho – cerca de 50 quilos e 1,80 metro de comprimento. Ele precisou virar o animal de barriga para cima para o anzol sair da boca. Em seguida, com ajuda de dois homens, conseguiu arrastar o tubarão de volta para o mar. “Ele saiu com bastante saúde, saiu nadando bem mesmo”, disse Wellington.
A oceonógrafa e membro do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões em Pernambuco (Cemit), Simone Teixeira, avaliou as imagens da captura e soltura do animal. De acordo com ela, o procedimento adotado pelo pescador foi o ideal. Simone Teixeira, que também é professora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE), disse que janeiro é o período de reprodução dos tubarões-lixa. O animal do vídeo é um macho e sua devolução ao mar foi uma atitude que ajuda na manutenção da espécie, que é ameaçada de extinção.
O tubarão-lixa é considerado inofensivo para humanos e só ataca quando é molestado. Ele é encontrada na costa de Pernambuco e em Fernando de Noronha. Sua alimentação é baseada em peixes pequenos ou invertebrados, como crustáceos, ouriços e lulas.




