A Ipsos divulgou uma pesquisa recente apontando que 45% dos brasileiros consideram o crime e a violência como suas principais preocupações, seguido de corrupção (36%) e saúde (34%). De acordo com o instituto, a pauta ambiental também ganhou destaque, com a preocupação com as mudanças climáticas aumentando para 14%, representando um crescimento de dois pontos percentuais em relação a novembro.
Em comparação com a pesquisa anterior da Ipsos, em novembro, houve uma redução de sete pontos percentuais no índice de preocupação com crime e violência, que chegou a ansear 52%. Essa queda é atribuída pelo instituto a ações policiais contra o crime organizado, que impactaram diretamente a percepção da população sobre a segurança pública.
Os números apresentados pela pesquisa demonstram que além de crime e violência, as principais preocupações dos brasileiros incluem corrupção, saúde, pobreza e desigualdade social, impostos e inflação. A Ipsos entrevistou 1 mil pessoas entre 18 e 74 anos durante o período de 21 de novembro a 5 de dezembro, com uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Além disso, a pesquisa apontou que globalmente, crime e violência também são preocupações recorrentes, juntamente com inflação, pobreza, desigualdade social e desemprego. Houve um aumento na preocupação com a pauta ambiental, principalmente em relação às mudanças climáticas, que atingiram 14% de preocupação entre os brasileiros.
A Ipsos ressalta que a preocupação com as mudanças climáticas vem crescendo gradualmente, indicando uma consolidação do tema no radar da população. O CEO da Ipsos Brasil, Marcos Calliari, destaca a importância da agenda climática no debate internacional e como esse fator pode influenciar na percepção e preocupação dos cidadãos.
Por fim, a pesquisa mostrou que 59% dos entrevistados acreditam que o Brasil está seguindo na direção errada, contra 41% que acreditam que está na direção correta. Esses dados representam uma leve melhora na percepção sobre o rumo do país em comparação com os resultados de novembro, refletindo a constante flutuação de expectativas em relação ao cenário nacional.




