Petrobras eleva preço do diesel em 11,6% para as distribuidoras a partir deste sábado

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A Petrobras anunciou um aumento de 11,6% no preço do diesel para as distribuidoras a partir deste sábado. Essa é a primeira alteração desde maio de 2025 e ocorre após o governo zerar PIS/Cofins do combustível, abrindo espaço para a estatal realizar o reajuste.

A decisão do governo permitiu que a Petrobras aplicasse o reajuste anunciado, uma vez que a redução de impostos atenuou o impacto para os consumidores. O preço final do diesel inclui o próprio diesel produzido pela Petrobras, a mistura de biodiesel, tributos e lucro das distribuidoras.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o aumento seria de R$ 0,70 se não fosse a intervenção do governo, que inclui subvenção aos produtores de diesel. Por outro lado, a gasolina manterá o valor atual.

O diesel vendido nas refinarias pela Petrobras, chamado diesel A, passará a custar R$ 3,65 por litro. Com o reajuste, o diesel B, após a mistura com biodiesel, terá acréscimo de R$ 0,32, totalizando R$ 3,10 nos postos.

Segundo a Petrobras, apesar do reajuste, o diesel acumula queda de 29,6% desde dezembro de 2022. A defasagem do preço em relação ao exterior é de 72%. Da mesma forma, a gasolina da estatal está 43% mais barata que no mercado internacional.

Sérgio Araújo, da Abicom, destacou: ‘O governo zerou R$ 0,32 dos impostos, e a Petrobras deu um reajuste de R$ 0,38. Esse aumento será pouco percebido pelas distribuidoras, representando seis centavos a mais por litro’.

A refinaria de Mataripe, concorrente da Petrobras, anunciou reajuste de até 20% no diesel para distribuidoras, com diesel S10 a R$ 5 e S500 a R$ 4,90. A gasolina teve alta de 7,4%, com aumento para R$ 3,28.

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística alertou para elevação dos preços devido à guerra no Irã, com aumento de aproximadamente R$ 0,60 por litro de diesel S10. Há indicativos de pressão contínua nos valores dos combustíveis.

Diante desse cenário, a Petrobras informou adesão à MP que prevê subsídio para consumidores. Os próximos passos aguardam regulamentação da ANP. Com defasagem de 72% no diesel em relação ao exterior, a empresa busca equilibrar os preços e se manter competitiva.

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