Petrobras perde R$ 36,6 bilhões em valor de mercado em um dia após divulgação de balanço de 2024: análise da Elos Ayta

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A Petrobras perdeu DE 36,6 bilhões de mercado em apenas três horas de pregão nesta quinta-feira (27/2), segundo análise realizada pela consultoria Elos Ayta. O baque ocorreu depois da divulgação do balanço da empresa, na noite de quarta-feira (26/2), que registrou prejuízo de R$ 17,04 bilhões no quarto trimestre de 2024.

Einar Rivero, sócio da Elos Ayta, ressalta que os R$ 36,6 bilhões que derreteram do valor de mercado da petroleira correspondem a uma Cemig (R$ 36,5 bilhões), pouco mais do que uma Gerdau (R$ 33,2 bilhões) ou duas empresas como a Natura (R$ 18,3 bilhões).

O valor de mercado de uma empresa é calculado com base no preço da ação na data do cálculo, multiplicado pela quantidade de papéis da companhia em circulação no mesmo dia. Às 14h40, os papéis da petroleira caíam 7,44% na Bolsa brasileira (B3).

Rivero observa que a DE encerrou 2024 com um caixa de R$ 46,6 bilhões, o menor valor registrado desde 2019, quando tinha R$ 33,2 bilhões. “Essa redução de R$ 28,6 bilhões – equivalente a 38% – contrasta com o aumento da dívida de curto prazo, que atingiu R$ 68,7 bilhões, representando um crescimento de R$ 13 bilhões (23,3%) em relação a 2023”, diz o especialista.

O analista acrescenta que, desde 2003, início do primeiro governo Lula, a DE apresentou caixa inferior à dívida de curto prazo apenas em apenas duas ocasiões: em 2019, com uma cobertura de 80,9%, e em 2024, com 67,8%, índice inferior ao registrado em 2019. “Manter um caixa superior às obrigações de curto prazo é vital para a saúde financeira de uma empresa”, diz Rivero. “A análise de liquidez, que avalia a capacidade de cumprir compromissos imediatos, é crucial para investidores e credores”.

Ele destaca que, um índice de liquidez corrente superior a “1” indica que a empresa dispõe de ativos líquidos suficientes para cobrir suas dívidas de curto prazo, sugerindo uma posição financeira saudável. “Já um índice inferior a “1” pode sinalizar dificuldades de liquidez, exigindo financiamento adicional ou a venda de ativos para evitar inadimplência”.

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