Petróleo volta a subir após novos ataques de Israel contra Irã

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A cotação do contrato futuro do petróleo voltou a subir hoje, após encerrar registrar queda ontem. Novos ataques de Israel contra o Irã e reclamações de Donald Trump por falta de apoio de aliados reacenderam preocupações em relação ao fornecimento global da commodity.

Petróleo é negociado com alta de 3%. O contrato futuro para o barril do tipo Brent sobe para US$ 103,23, após recuar 2,84% ontem, para US$ 100,21.

Agência Internacional de Energia afirmou que tem mais estoques para liberar. O diretor executivo, Fatih Birol, afirmou que além da liberação de 400 milhões de barris na semana passada, a agência vai agir novamente se for preciso. A declaração atenuou preocupações com gargalos na oferta da principal fonte de energia da economia mundial.

Preocupações voltaram após ataques contra Irã. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou na manhã de hoje que o chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, foi morto durante um bombardeio em Teerã.

Unidade de aliados contra Irã preocupa mercados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou frustração pública e cobrou que países europeus e asiáticos enviem navios de guerra para escoltar petroleiros e reabrir o estreito, chegando a ameaçar o futuro da Otan caso os aliados não colaborem.

Bolsas europeias operam em alta modesta. Investidores seguem avaliando os efeitos econômicos de um conflito prolongado no Oriente Médio. Por volta das 6h25 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,20%, a 599,67 pontos.

Na Ásia, índices fecham sem viés firme. Ações de semicondutores e montadoras subiram após uma série de anúncios da Nvidia, a gigante americana de chips de inteligência artificial, atenuando impacto negativo provocado pela alta do petróleo.

O índice japonês Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com baixa de 0,01%, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,63% em Seul. Já o Hang Seng subiu 0,13% em Hong Kong e o Taiex registrou ganho de 1,48% em Taiwan.