‘Vamos atuar com rigor, sejam políticos ou empresários’, diz diretor da Polícia Federal sobre operação contra o PCC
Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defende medidas regulatórias para combater lavagem de dinheiro, como a carteira de identidade nacional com biometria. A megaoperação, deflagrada na quinta-feira (28), mirou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
A Polícia Federal (PF) não sabe se os foragidos da megaoperação contra o PCC já estão fora do Brasil, como afirmou o diretor em uma entrevista à GloboNews. A corporação vai investigar com sobriedade e energia todos os suspeitos envolvidos nas fraudes da cadeia de combustíveis e no uso do esquema para lavagem de dinheiro.
A megaoperação, considerada a maior contra o crime organizado do Brasil, teve como alvo a infiltração do PCC no setor de combustíveis, revelando a extensão das atividades ilícitas da facção criminosa. Não há possibilidade de blindagem de agentes públicos ou privados, segundo Rodrigues.
Em entrevista à GloboNews, o diretor-geral da Polícia Federal enfatizou que as investigações não farão distinção entre os investigados. O objetivo é identificar todos os envolvidos, seja políticos, empresários, funcionários públicos ou da iniciativa privada, agindo com rigor e responsabilidade.
A instituição da carteira de identidade nacional com biometria é uma das medidas regulatórias defendidas pelo diretor-geral para evitar fraudes e reduzir a vulnerabilidade do sistema. A PF alerta para a necessidade de adoção de estratégias que dificultem a lavagem de dinheiro e a atuação criminosa no setor de combustíveis.
A investigação da PF busca esclarecer a fuga dos principais suspeitos da operação, com mandados de prisão não cumpridos. Suspeitas de facilitação por agentes públicos ou vazamento de informações estão sendo apuradas, envolvendo diversos órgãos e corporações. A Polícia Federal tem capacidade de rastrear alvos globalmente.
Os investigadores acreditam que as apreensões realizadas na operação revelarão novos grupos envolvidos em esquemas milionários de adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. A atuação de fintechs e fundos de investimento na lavagem de dinheiro está sendo monitorada de perto, com a utilização da inteligência artificial para detectar atividades suspeitas.