PF informa ao STF impossibilidade de reduzir ruído na sala de Bolsonaro: entenda a situação e as medidas sugeridas.

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A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não é possível reduzir significativamente o ruído no sistema de ar-condicionado da sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso. As informações foram enviadas por determinação do STF após queixas da defesa sobre o local. A PF apresentou esclarecimentos à Corte, explicando que não é viável “reduzir significativamente” o ruído com medidas simples ou pontuais.

O documento encaminhado ao STF foi assinado pelo delegado federal Maurício Rocha da Silva. Ele explicou que a sala de Estado-Maior em que Bolsonaro está detido fica próxima de áreas técnicas usadas para instalação e funcionamento do sistema de climatização do edifício. Qualquer intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e a paralisação total do sistema de climatização, o que prejudicaria a continuidade dos trabalhos da Superintendência Regional da PF.

Segundo a Polícia Federal, não há outra sala que atenda às exigências de segurança institucional como a Sala de Estado-Maior onde Bolsonaro está detido. Além disso, a PF informou que não é viável reduzir ou eliminar o ruído no curto prazo, devido à complexidade da intervenção, que exigiria a paralisação prolongada das atividades da superintendência. A defesa de Bolsonaro sugeriu medidas como a adequação do equipamento, isolamento acústico e mudança do layout para solucionar o problema no ar-condicionado.

A sala de Estado-Maior em que Bolsonaro está detido possui banheiro, frigobar e TV. Os advogados do ex-presidente argumentam que o aparelho de ar-condicionado central instalado ao lado da janela da sala não possui vedação adequada para atenuar o constante barulho do equipamento de refrigeração do ar. Após pedido de providências da defesa, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a PF apresentasse um relatório sobre a situação, após reclamações sobre os ruídos na sala onde Bolsonaro está preso.

Em resumo, a PF informou ao STF que não é possível reduzir significativamente o ruído na sala onde Bolsonaro está preso, devido à complexidade da intervenção. A defesa do ex-presidente sugeriu medidas para solucionar o problema no ar-condicionado, mas a PF ressaltou a dificuldade de implementação no curto prazo. A situação permanece sob análise da Justiça, enquanto Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da PF em Brasília.

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