A Polícia Federal (PF) solicitou, nesta quinta-feira (6), autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abrir um inquérito com o intuito de apurar uma grave denúncia de estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que é pré-candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.
O pedido foi feito após a acusação ser protocolada na PF pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Eles alegam que Gaspar teria cometido o crime contra uma menor de idade e mencionaram que uma filha teria sido gerada em decorrência do ocorrido. A denúncia foi trazida à tona durante a sessão de encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS.
Durante sua manifestação, Lindbergh sustentou que recebeu uma “gravíssima denúncia, com evidências razoáveis” contra o parlamentar. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, já autorizou algumas medidas preliminares no andamento da investigação, conforme informações do Estadão.
Além da acusação de estupro, há a suspeita de tentativa de suborno envolvendo Alfredo Gaspar, o que torna a situação ainda mais complexa para o deputado, que já se posicionou publicamente contra as acusações.
Gaspar, ao se defender na sessão da CPI, negou veementemente as acusações que lhe foram imputadas. Ele afirmou que a acusação de estupro é “repugnante e falsamente imputada” e, para reforçar sua versão, declarou estar casado há 36 anos com a “única paixão de sua vida”.
O parlamentar não hesitou em processar Thronicke e Farias por calúnia, demonstrando que o caso não só envolve a esfera criminal, mas também está sendo tratado judicialmente, com ambas as ações tramitando em conjunto no STF.
A escolha de Alfredo Gaspar para compor a chapa de Flávio Bolsonaro gerou surpresa entre aliados do senador, que vêem a situação como um potencial risco à campanha. A assessoria e a equipe jurídica do deputado foram contatadas para comentar sobre as alegações, mas até o fechamento desta reportagem, não houve resposta.
Esse caso levanta questões significativas sobre a moralidade e a ética no campo político, especialmente em um ano eleitoral como 2026, quando as candidaturas de figuras públicas são analisadas sob um olhar ainda mais atento do público e da mídia.



