Após mais de 40 horas da chegada de um voo fretado com haitianos a Campinas (SP), a Polícia Federal realiza um mutirão para iniciar o processo de admissão no Brasil de 97 dos 118 migrantes do país caribenho que permaneciam retidos no Aeroporto Internacional de Viracopos, neste sábado (14). O grupo chegou a ficar 10 horas dentro da aeronave na quinta-feira (12), depois que Polícia Federal (PF) identificou problemas na documentação.
A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), concessionária que administra o terminal, presta apoio à operação iniciada às 9h, coordenada pela PF e realizada junto da Defensoria Pública. O aeroporto disponibilizou acesso à internet, energia e demais recursos necessários.
A expectativa é de que os imigrantes realizem o cadastro e saiam da sala reservada onde aguardam no aeroporto ainda neste sábado. A DE tenta contato com a PF e com a Defensoria Pública e a reportagem será atualizada quando obtiver retorno.
Ministério das Relações Exteriores
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 113 dos 118 passageiros abordados ainda na quinta-feira (12) apresentaram vistos de reunião familiar considerados falsos, o que levou à restrição de entrada e à análise da situação migratória de cada pessoa.
O caso é acompanhado pela Justiça Federal, que quer ouvir um delegado da Polícia Federal para esclarecer as circunstâncias da retenção e os procedimentos adotados pelas autoridades.
CRISE NO HAITI
O Haiti está sem governo e enfrenta uma onda de violência das gangues. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o país enfrenta, atualmente, “uma das crises humanitárias mais graves do mundo”.
A situação no país caribenho é impulsionada pela violência de gangues, instabilidade política e uma profunda crise econômica, onde há escassez de comida, medicamentos e outros produtos básicos.
VOO FRETADO E FLUXO MIGRATÓRIO
O caso começou com a chegada de um voo fretado do Haiti ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), por volta de 9h de quinta-feira (12), sendo que 118 dos 120 passageiros foram impedidos de desembarcar pela Polícia Federal (PF).
A companhia aérea Aviatsa afirmou que os imigrantes fariam pedido de refúgio ou proteção migratória no Brasil, e que todos estavam devidamente identificados e com passaporte válido.




