O procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou que não vê a necessidade de ter policiais dentro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mesmo reconhecendo o risco de fuga, Gonet enfatizou que os agentes devem ter acesso somente às ‘áreas livres’ da casa ‘em caso de pressentimento’. Ele destacou que a privacidade do ex-presidente precisa ser respeitada.
Gonet ressaltou que é fundamental ter mecanismos para prevenir potenciais fugas, mas acha exagerado colocar polícia dentro da casa de Bolsonaro. Para ele, manter um controle externo, especialmente nas ‘áreas livres’, é suficiente para garantir segurança. Ele disse: ‘Não é necessário expor a privacidade de Bolsonaro, mas sim garantir que não haja fuga do local.’
O procurador-geral argumentou que a Polícia Federal pode monitorar a área externa da residência do ex-presidente sem invadir espaços privados. Ele afirmou que é importante garantir a integridade física de Bolsonaro, mas sem interferir excessivamente em sua liberdade. Gonet ressaltou a importância de agir com cautela e respeitar a legislação vigente.
Diante do cenário político atual, com a possibilidade de medidas mais rígidas sendo tomadas, Gonet enfatizou a importância de se manter a postura de acordo com os procedimentos legais. Ele afirmou que, se necessário, a PF pode ter acesso à área externa da residência de Bolsonaro para garantir a segurança, desde que não haja invasão da privacidade do ex-presidente.
Como medida preventiva, Gonet sugeriu que a Polícia Federal mantenha um acompanhamento externo constante da residência de Bolsonaro. Ele destacou a necessidade de equilibrar a proteção do ex-presidente com o respeito à sua privacidade. Para ele, é crucial garantir que medidas de segurança sejam adotadas de forma criteriosa, visando o bem-estar de Bolsonaro e a estabilidade do cenário político.