O procurador-geral da República, Paulo Gonet, expressou sua posição contrária à presença de policiais dentro da residência do presidente Jair Bolsonaro, em resposta a uma solicitação da Polícia Federal. O argumento de Gonet é que, embora haja um risco de fuga do ex-presidente, não seria necessário monitorar diretamente dentro da casa. A declaração foi feita nesta sexta-feira (29) durante uma entrevista coletiva. Gonet ressaltou a importância de se respeitar a privacidade e a intimidade do ocupante da residência, e destacou que existem outras maneiras de monitorar os passos de Bolsonaro sem a necessidade de ter agentes dentro de sua casa. A discussão sobre a segurança do ex-presidente tem sido motivo de debate, especialmente após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar a abertura de inquérito para investigar a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. A PGR está acompanhando de perto esses desdobramentos para garantir que a investigação ocorra de forma correta e dentro dos limites legais. Porém, Gonet tem se mostrado cauteloso quanto aos métodos de vigilância utilizados, enfatizando a importância de respeitar os direitos individuais e a legalidade das ações realizadas. Neste contexto, a posição do procurador-geral da República sobre a presença de policiais dentro da casa de Bolsonaro reflete essa preocupação com a garantia da integridade e dos direitos do ex-presidente, ao mesmo tempo em que reconhece a necessidade de manter a segurança e a ordem pública.