O fim de semana do Grande Prêmio MotoGP do Brasil se transformou em um percurso de obstáculos em Goiânia. Inundações, asfalto deformado e pedras soltas causaram transtornos aos pilotos…
Depois de décadas, o MotoGP retornou ao Brasil, especificamente a Goiânia. O evento foi prejudicado por tempo instável e infraestrutura limitada. No dia 20 de março, inundações resultaram em atrasos, com a pista e arredores cobertos por lama e poças de água.
No sábado, um buraco surgiu na reta principal, atrasando as sessões de qualificação Q1 e Q2 do Moto2 para domingo de manhã. No último dia, o asfalto se deformou na curva 11, criando pedregulhos que colocaram alguns pilotos em dificuldades, chegando a machucar um deles.
Enquanto as corridas Moto3 e Moto2 ocorreram como planejado, a pista continuou se deteriorando. Com os pilotos MotoGP já no grid de largada, a direção de prova decidiu reduzir o número de voltas de 31 para 23, ‘devido à degradação da pista’.
Em uma pista muito danificada, a corrida quase terminou em desastre. Em vários pontos, o asfalto se soltava, atingindo os pilotos. Vários foram afetados, incluindo Álex Rins, que exibia um grande hematoma no dedo indicador direito.
Mesma sensação compartilhada por Álex Márquez. O piloto espanhol, com o braço esquerdo marcado, não escondeu sua frustração. ‘Não foi fácil. Havia trechos da pista, as condições eram inaceitáveis, mas foi igual para todos. Seria melhor se nos deixassem sair mais tarde, nos dando mais tempo para nos preparar e trocar de pneus’, declarou ele à DAZN.
Mesmo com os problemas, a corrida ocorreu conforme programado, com a vitória do italiano Marco Bezzecchi, e a Michelin destacou que os contratempos ocorreram devido ao estado da pista, não aos pneus.




