Andrea Pirlo não será o próximo técnico da seleção italiana. O ex-jogador confirmou nesta segunda-feira que foi informado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) que não está mais entre os candidatos ao cargo.
Ao anunciar a decisão, Pirlo utilizou suas redes sociais para rebater críticas surgidas nos últimos dias. Ele mencionou que decidiu se manifestar após ter conhecimento da decisão da FIGC, destacando que preferiu permanecer em silêncio por respeito às instituições envolvidas.
“Por respeito às instituições, à Federação Italiana de Futebol e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Mas, depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos”, escreveu Pirlo.
O ex-atleta também refutou a associação entre sua carreira e questões políticas. Segundo ele, sempre atuou respeitando as leis dos países em que trabalhou. Essa defesa surge em meio às críticas relacionadas à sua ligação comercial com uma casa de apostas russa, que tornou-se um ponto de controvérsia na Itália.
Durante sua manifestação, Pirlo deixou claro que a parceria com a empresa russa, que começou durante seu tempo nos Emirados Árabes Unidos, tem um caráter estritamente comercial e esportivo. Ele destacou que transformar essa relação em uma questão política é injusto, pois não representa suas convicções.
Pirlo agradeceu a Paolo Maldini e Leonardo, que foram fundamentais na consideração de seu nome para o cargo. Ele expressou que lamenta que a discussão sobre sua possível contratação tenha se desviado do âmbito esportivo para um debate público carregado de interpretações sobre suas intenções.
A agenda política em torno da Rússia, especialmente após a invasão da Ucrânia em 2022, trouxe mais atenção ao vínculo de Pirlo, levando alguns políticos a questionarem a adequação de sua associação à Rússia em tempos de tensão diplomática. O ex-jogador atualmente comanda o United FC, que é vinculado a um empresário russo.
Por fim, Pirlo reafirmou que seu amor pela Itália é incondicional, independente de cargos. “Meu amor pela Itália não depende de um cargo. Ele faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a me acompanhar, para sempre”, concluiu.



