Um ponto com potencial explosivo para os rumos da apuração preliminar que o PL pede ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder na homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula no Carnaval do Rio são relatos, confirmados informalmente por interlocutores do presidenciável Flávio Bolsonaro, de que a primeira-dama Janja pediu doações para empresários próximos ao petista. No rescaldo do Carnaval e da péssima repercussão política da ode ao presidente, interlocutores do filho Zero Um de Jair Bolsonaro perguntaram a alguns executivos se haviam mesmo feito as contribuições para custear a folia lulista na avenida. Quem ousaria negar um pedido da imperatriz do Brasil?, teria respondido um deles — ratificando, cheio de ironia, o desembolso feito sob pressão da esposa de Lula. Em seu pedido de produção antecipada de provas ao TSE, a equipe jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro defende que a Acadêmicos de Niterói seja intimada a detalhar todas as doações recebidas de pessoas físicas e jurídicas para o desfile de 2026, esclarecendo se, nos dois anos anteriores, houve qualquer tipo de contribuição da mesma fonte doadora. Há no QG eleitoral do senador a convicção de que os dados vão confirmar o financiamento clandestino da agremiação.




