A estratégia do grupo de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro envolve a possibilidade de uma eleição indireta para instalar um aliado no Palácio Guanabara, visando chegar às eleições com a máquina estadual a favor. Segundo integrantes da aliança, a definição sobre o candidato para a eleição indireta ficará mais próxima do prazo legal. Douglas Ruas desponta como principal opção, apesar da preferência do governador Cláudio Castro pelo secretário Nicola Miccione.
Com a possível candidatura de Castro ao Senado, o estado terá uma vacância dupla de cargos, o que levará a escolha de um governador-tampão pela Assembleia Legislativa. O Tribunal Superior Eleitoral julgará o caso Ceperj em março, onde Castro é acusado de abuso de poder, podendo torná-lo inelegível.
O PL definiu, em reunião em Brasília, a composição da chapa para a eleição estadual. Ruas será candidato ao governo e o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, do Progressistas, como vice. Também foram anunciados pré-candidatos ao Senado, incluindo o próprio Castro. Flávio também indicou a mãe, Rogéria Bolsonaro, como suplente ao Senado.
Ruas, policial civil e liderança política jovem, é filho do prefeito de São Gonçalo, sendo ativo importante na região leste metropolitana. Antes de ocupar cargos estaduais, trabalhou na Polícia Civil e comandou a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo.
Em meio a movimentações políticas, Lisboa, anteriormente cotado para a vice de Paes, foi agora anunciado como pré-candidato adversário. Ruas ressaltou que a decisão de se candidatar surgiu de um consenso das lideranças partidárias e não de estrelismo. A estratégia do PL busca fortalecer seu projeto político com apoio de lideranças significativas no Rio de Janeiro.




