Temor de nova Lava Jato faz Planalto acionar Ministério da Justiça contra vazamentos no caso Master
O Palácio do Planalto decidiu entrar em campo para tentar impedir o vazamento de informações sigilosas no escândalo do Banco Master. Após uma série de queixas de líderes do Congresso e de ministros do Supremo Tribunal Federal, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, orientou diretamente o ministro da Justiça, Wellington Lima, a apurar a origem dos vazamentos.
A movimentação ocorreu após uma reunião entre Gleisi e lideranças do governo na Câmara e no Senado na segunda-feira (9). O temor no entorno de Lula é que o caso se transforme em uma “nova Lava Jato”, com o uso de vazamentos seletivos para atingir alvos políticos em pleno ano eleitoral.
CRISE COM ALCOLUMBRE
Enquanto tenta conter os vazamentos, Lula busca apagar outro incêndio: a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que vive seu pior momento.
No fim da semana passada, Lula telefonou para Alcolumbre após o senador decidir não anular a quebra de sigilo de “Lulinha”, filho do presidente. A retaliação de Alcolumbre veio após o petista citar, em entrevista, o envolvimento do Instituto de Previdência do Amapá no escândalo do Master — reduto político do senador.
AUXILIARES QUEREM LULA MAIS PRESENTE
O governo Lula ainda não encontrou uma linha de discurso e de estratégia de comunicação para o escândalo do Master. A implicação de ministros do Supremo na trama dificulta uma ação mais coordenada e intensa do Planalto.
Alguns ministros defendem que o governo adote uma postura mais ofensiva, buscando associar o Caso Master à direita bolsonarista. Auxiliares de Lula dizem que o presidente ainda não deu uma linha de como lidar com o tema.




