Planeta Atlântida 2026: Festival que movimenta RS e redefiniu verão

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Planeta Atlântida: como 30 anos de festival redefiniram o verão e movimentam a economia do RS

Maior festival de música do Sul do Brasil acontece nos dias 30 e 31 de janeiro, na Saba, em Atlântida.

Saba recebe últimos preparativos para o Planeta Atlântida 2026

Saba recebe últimos preparativos para o Planeta Atlântida 2026

Aos 30 anos, o Planeta Atlântida chega a uma fase em que ultrapassa a esfera musical e se firma como elemento estruturante da economia e da cultura no Rio Grande do Sul. A cada edição, milhares de pessoas movimentam praias e comércios da região.

Enquanto os portões se abrem para mais uma maratona de shows nesta sexta-feira (30) e sábado (31), Xangri-Lá volta a viver o fenômeno que altera sua rotina e impulsiona o verão de todo o estado.

Um levantamento do Observatório da Secretaria Estadual de Turismo mostra que o Planeta Atlântida provoca picos intensos de movimentação econômica em Xangri-Lá e Capão da Canoa, muito acima do padrão já elevado do veraneio. Durante as últimas quatro edições, a atividade nos dias do festival ficou, em média, 30% maior do que nos demais dias de janeiro e fevereiro — meses tradicionalmente aquecidos pelo turismo.

Para o secretário estadual de Turismo, Ronaldo Santini, o festival ajudou a redesenhar a relação do Rio Grande do Sul com o turismo e o entretenimento. Ele avalia que o Planeta Atlântida não só se consolidou como um dos principais símbolos da temporada, mas também passou a impactar diretamente setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio do Litoral Norte.

” Ao longo dessas três décadas, o festival construiu um legado que vai além da música, contribuindo para organizar o calendário de verão, atrair visitantes de diferentes regiões e gerar oportunidades de emprego e renda”, diz Santini.

O volume de notas fiscais emitidas, considerado um termômetro do comércio e dos serviços, dispara com as compras de combustível, refeições, hospedagem, alimentação, mercados e prestação de serviços. De acordo com o Observatório, em 2025 esse movimento ultrapassou R$ 21,5 milhões por dia, chegando a R$ 43 milhões no total das duas noites de evento.

Nos últimos cinco anos, a movimentação econômica nos dias de Planeta cresceu, em média, 19,3% ao ano, refletindo não só a força do festival como também a retomada da economia após a pandemia.

Impacto financeiro do Planeta Atlântida nas últimas edições Dados de atividade econômica em Xangri-Lá e Capão da Canoa durante o evento Fonte: Observatório da Secretaria Estadual de Turismo do RS

Xangri-Lá, sede tradicional do evento, sente esse impacto de forma ainda mais intensa. O prefeito Celsinho Barbosa, que acompanha o festival desde a primeira edição, diz que vivenciou pessoalmente a transformação da cidade.

Natural do município, ele lembra que o Planeta ajudou a modificar hábitos de veranistas e trouxe novos fluxos para a região.

“O Planeta transformou o município de Xangri-Lá. Muitas pessoas que veraneavam em outras praias acabaram vindo para cá porque os filhos querem estar aqui”, destaca Barbosa.

De acordo com o prefeito, a movimentação econômica durante o festival é perceptível: hotéis, pousadas e casas de aluguel lotam, o comércio registra aumento e muitos moradores encontram oportunidades de trabalho temporário.

A Associação Comercial Industrial e Prestadora de Serviço de Capão da Canoa e Xangri-Lá (ACICC) afirma que a edição de 30 anos gera expectativa em todo o Estado, não apenas no Litoral Norte.

Para a entidade, o fluxo de visitantes impulsiona com força estabelecimentos como redes de fast food, supermercados e lojas, além de ampliar a procura por imóveis de temporada. O festival, diz a ACICC, colocou Xangri-Lá “em evidência no cenário nacional”.

“O Planeta Atlântida já está totalmente consolidado, sendo considerado um verdadeiro ‘patrimônio do povo'”, comenta o presidente da ACICC, Augusto Roesler.

O Planeta Atlântida é o maior festival de música do sul do país e ocorre desde 1996, na sede campestre da Saba, na praia de Atlântida, no litoral norte gaúcho. Mais de 1,4 mil atrações nacionais e internacionais, de diferentes estilos, já passaram pelos palcos do Planeta, levando aos planetários mais de 800 horas de música.

O maior festival de música do Sul do Brasil é uma realização de Grupo RBS e DC Set Group, com patrocínio master de Renner, Banrisul, Coca-Cola, PUCRS, KTO e Budweiser.

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