PM atropelada durante abordagem deixa hospital: ‘alívio e angústia’
Depois de passar por cirurgias nas pernas, a militar Alline Rodrigues fala sobre saída do hospital. A expectativa é que os pinos e talas das pernas sejam retirados em até 20 dias.
A policial militar Alline Rodrigues Bastos, de 38 anos, que foi atropelada durante uma abordagem, deixou o hospital nesta quarta-feira (7) e se recupera em Goiânia. Segundo a policial, o sentimento é de alívio por ter recebido alta e, ao mesmo tempo, de angústia por ainda não poder andar e depender de ajuda. Alline passou por cirurgia nas duas pernas.
Alline conversou com o DE e disse que teve alta médica após a cirurgia realizada no sábado (3). Para a policial, o sentimento é um misto de alívio por poder sair do hospital com a angústia de ainda não poder colocar os pés no chão e precisar depender de ajuda para as tarefas do dia a dia.
É um sentimento de alívio poder ter a alta, sair do hospital, mas infelizmente eu ainda não estou podendo colocar os pés no chão. Eu estou impossibilitada de andar e isso é agoniante, porque tenho que ficar o dia todo na cama, com as pernas para cima, sem movimentar”, afirma.
De acordo com a policial, dentro de 15 a 20 dias ela poderá retirar os pinos e a tala das pernas. Alline ainda não pode colocar os pés no chão e contou que não consegue dobrar os joelhos.
É um sentimento agoniante agora estar dependendo de todo mundo para tudo: ir ao banheiro, tomar água. É um sentimento de angústia”, lamentou.
Espera em Goiânia
Com os movimentos restritos, ela não pode viajar de carro e, por ainda precisar fazer uma cirurgia no rosto, Alline vai esperar os retornos médicos em Goiânia. Enquanto aguarda os procedimentos, ela ficará no hotel da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego).
Minha casa fica a quase 500 km daqui. Então, eu voltei a ficar em Goiânia aguardando um retorno médico e aguardando também o posicionamento do outro médico, que é o bucomaxilo, responsável pela cirurgia do rosto”, disse.
A militar relatou que, além das fraturas na perna esquerda, perdeu todos os ligamentos da perna direita, e que sente muitas dores de cabeça e nos membros inferiores.
Visitas
Alline disse ainda que está recebendo apoio da Polícia Militar (PM). Ela recebeu as visitas do comandante-geral, Coronel Granja, do Coronel Hans e do Coronel Câmara, que, segundo ela, estão dando total apoio desde o dia do acidente. A policial também lembrou dos comandantes imediatos, Tenente-coronel Leonardo e Major Jader, que têm prestado auxílio desde o dia do acidente.
Entenda o caso
A policial militar Alline Rodrigues Bastos, de 38 anos, foi atropelada ao abordar uma motocicleta em alta velocidade no dia 25 de dezembro, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro à policial.
A militar foi transferida de helicóptero para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Instituto Ortopédico de Goiânia. O DE não conseguiu contato com a defesa do motociclista para um posicionamento.
Fraturas
Além das fraturas nas pernas, Alline disse que, com o impacto do atropelamento, o motociclista também arrancou dois dentes dela pela raiz e deixou outras fraturas graves no rosto. As lesões incluem: Múltiplas fraturas nos membros inferiores; Fratura na clavícula; Lesão na mão esquerda; Fraturas graves na face, incluindo órbita, região superior e mandíbula, além de lesões dentárias.




