Na última segunda-feira (23), a Polícia Civil do Pará deflagrou a “Operação Origem” em Belém, resultando na prisão preventiva de um cabo da reserva da Marinha do Brasil suspeito de tráfico de pessoas, falsificação de documento público e uso de documento falso.
O preso, identificado como Frank William Pereira Pacheco, foi alvo de mandado de prisão e buscas domiciliares. A ação, conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA-DATA Belém) com apoio do Grupo de Trabalho em Vulneráveis (GTV/NIP), busca a localização de um bebê de 6 meses, possível vítima de tráfico humano.
As investigações revelam que Pacheco usou uma Declaração de Nascido Vivo (DNV) extraviada, emitida pela Santa Casa de Misericórdia de Belém para outra criança, para registrar fraudulentamente um recém-nascido. A genitora real, ao buscar o cartório para registrar o filho com a segunda via da DNV, descobriu o registro anterior em seu nome, mas com pai desconhecido e foto divergente na identidade.
SUSPEITAS
Inicialmente, o caso apontava para adoção ilegal, mas a polícia agora investiga tráfico de pessoas. Durante as buscas, o bebê de 6 meses registrado como filho de Pacheco não foi encontrado com a família, que nega conhecê-lo.
O investigado alegou ter achado a DNV na rua, registrando a criança para obter auxílio-natalidade, insistindo que o bebê “jamais existiu”. No entanto, a versão é considerada inconsistente pela polícia, considerando o histórico de Pacheco por falsificação de documentos e a pena que cumpre em regime aberto por esses crimes.
Na operação, foi apreendido o celular de Pacheco, que foi interrogado e está à disposição da Justiça. As diligências continuam para localizar o bebê, esclarecer a origem dele e identificar outros envolvidos no tráfico de pessoas e falsificação em Belém.
REPERCUSSÃO
Em nota, a Marinha do Brasil repudiou a conduta de Pacheco e se comprometeu a colaborar com as investigações. A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará informou que está colaborando com as autoridades para esclarecer a situação e entregou a DNV para a genitora.
Por fim, a sociedade aguarda por mais informações e pela conclusão das investigações para garantir a punição dos culpados e a proteção dos direitos humanos, especialmente das crianças envolvidas.




