A Polícia Militar (PM) de Florianópolis se envolveu em uma polêmica após um policial dar um tapa no rosto de uma mulher caída durante uma ocorrência no bairro Monte Cristo. O caso ocorreu em uma barbearia, onde a corporação foi chamada pela comunidade devido ao som alto. Os vídeos, que circularam nas redes sociais, mostram a ação dos policiais tentando conter a situação, sendo hostilizados e enfrentando resistência.
As imagens mostram pelo menos três policiais próximos à mulher e a um homem, tentando imobilizá-los. Em certo momento, um policial desferiu um tapa no rosto da mulher quando ela já estava no chão. O homem também foi contido por outro agente com um mata-leão. O equipamento de som foi apreendido e duas pessoas foram presas, conforme o 22º BPM.
Segundo a versão divulgada pela PM, a guarnição foi hostilizada e enfrentou resistência, com copos de vidro sendo arremessados contra os policiais. Diante da reação dos indivíduos, a corporação alega que foi necessário o uso progressivo da força, incluindo munição não letal e espargidor de pimenta, para restabelecer a ordem e garantir a segurança de todos no local.
A líder comunitária Nega Grazy, que estava presente na ocasião, relatou que a ação da polícia foi truculenta e desnecessária durante a comemoração de um aniversário na barbearia. Ela afirmou que não houve atrito com os policiais e que a chegada deles foi abrupta, com o uso de spray de pimenta sem motivo aparente. As pessoas presentes tiveram que sair às pressas do local.
A PMSC declarou que todas as ações adotadas tinham como objetivo preservar a segurança da guarnição, dos frequentadores da barbearia e da comunidade diante de um cenário de risco. Além disso, ressaltou que as circunstâncias relacionadas ao uso da força seriam apuradas pela Corregedoria da Polícia Militar. A PMSC reforçou seu compromisso com a legalidade, transparência e manutenção da ordem pública, agindo dentro dos princípios técnicos e legais da atividade policial.




