Polícia amplia buscas por biomédica desaparecida em Corumbá: sigilo telefônico quebrado

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Biomédica desaparecida: polícia quebra sigilo telefônico e amplia buscas

Segundo delegada responsável pela investigação, buscas foram ampliadas na área
em que a biomédica desapareceu, após verificar que ela não saiu do país.

Érika Luciana de Sousa Machado, desapareceu em Corumbá — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Polícia Civil de Goiás pediu a quebra do sigilo telefônico e bancário e ampliou o raio de buscas pela biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos. Ela está desaparecida desde 1º de novembro, quando abandonou o carro no meio da rua em Corumbá de Goiás, na Região do Entorno do Distrito Federal.

Segundo a delegada responsável pela investigação, Aline Lopes, as mensagens, ligações e movimentos bancários não revelaram nenhum indício do paradeiro da biomédica. “Nós sabíamos que, no dia do desaparecimento, a Erica fez ligações para mecânicos, tentando conseguir um mecânico para o carro dela, localizado na cidade de Corumbá. Isso foi confirmado”, explicou.

Além das ligações e conversas feitas no dia do desaparecimento, a polícia também analisou as ligações dos dias anteriores, mas não trouxeram nenhuma pista para as investigações. A delegada contou que a polícia também buscou por indícios da Érika em companhias aéreas, junto à Polícia Federal, mas nada foi encontrado.

“Apesar de todo esse esforço, a gente não conseguiu ainda localizá-la e nem explicar as circunstâncias do desaparecimento dela. Mas isso é uma questão muito importante para a polícia, porque a gente sabe do sofrimento da família, da necessidade da família de saber o que aconteceu com a Érika”, declarou a delegada.

A biomédica desapareceu depois de ter viajado de Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, para a casa do pai, que mora em Jataí, no sudoeste goiano, no dia 1º de novembro. O irmão dela, Júlio César de Sousa, contou que ela teve um problema no carro e teria parado em Corumbá de Goiás.

Segundo o irmão, a última vez que Érika falou com os familiares foi na manhã de sábado (1º), quando estava na cidade de Corumbá. Ela relatou que teve um problema no carro e precisou parar.

“Ela falou para um senhor que tentou ajudar que estava olhando no celular e bateu o carro no meio-fio. Com essa batida, o carro trancou a bomba de combustível e não deu mais partida”, disse. Júlio relatou ainda que as pessoas saíram de perto dela e, quando voltaram, ela já não foi mais vista. Ele contou também que não havia câmera na região em que Érika estava.

Diante da informação de que a biomédica não saiu do país, a Polícia Civil ampliou o raio de buscas na área em que ela desapareceu no último mês de novembro. Com ajuda do Corpo de Bombeiros, o raio de busca foi ampliado de 2 para 8 quilômetros. “Diante de todo esse contexto, havia a suspeita de que ela poderia ter se embrenhado na mata perto de onde o carro dela foi localizado e que algum indício poderia ser localizado ali”, disse a delegada.

Além de ampliar o raio, as equipes usaram cães farejadores nas buscas feitas há 15 dias. Entretanto, a delegada informou que não foi encontrado nenhum indício, nem o celular foi localizado. “A gente segue ouvindo pessoas ligadas à Erica na tentativa de obter algum novo indício que oriente a continuidade das buscas e das investigações”, informou.

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