Polícia prende ex-superintendente da SMT, em Formosa com armas e munições

A ação faz parte das investigações que iniciaram no início do ano e apura as denúncias de corrupção passiva praticada por servidores da Superintendência Municipal de Trânsito de Formosa

Nessa quarta-feira (06), a Polícia Civil de Goiás cumpriu mandados de busca e apreensão e realizou a prisão preventiva do ex-superintendente Municipal de Trânsito e de sua assessora. Foram apreendidas três armas de fogo, sendo uma espingarda calibre .22, uma espingarda calibre .26 e uma espingarda calibre .12, além de diversas munições.

A equipe do Grupo de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) cumpriu os mandados de busca e apreensão no Assentamento Santa Maria, em São João D´Aliança, no interior goiano. As investigações tem por finalidade angariar maiores elementos informativos para concluir a apuração do crime de corrupção passiva envolvendo a Superintendência Municipal de Trânsito de Formosa.

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Ex-superintendente de Trânsito de Formosa é preso por corrupção passiva (Foto: Polícia Civil de Goiás)

De acordo com o delegado regional de Formosa, José Antônio Sena “o então Superintendente, mediante cobrança de vantagem indevida, autorizava a liberação, sem respaldo legal para isso, de veículos apreendidos”, diz. Ou seja, os veículos apreendidos por irregularidades administrativas eram liberados mediante o pagamento de valores elevados sem passar por vistorias.

Além das prisões, várias residências foram objetos de busca e apreensão. Segundo o delegado, o objetivo é de que as investigações sejam concluídas o mais rápido possível.

Entenda como funcionava o esquema

O veículo que era abordado em uma atividade de rotina e tinha alguma pendência administrativa, era apreendido em uma barreira. Então, era conduzido por um guincho até o pátio da SMT. Pela lei esses veículos só podem voltar às ruas caso regularizassem sua situação.

Ao chegar no pátio da SMT, servidores cobravam do proprietário um valor acima da média para que pudesse ser liberado sem a necessidade de regularização. Ainda, segundo o delegado, havia também um esquema de “rachadinha” envolvendo o guincho “o contratado (guincho) tinha que deixar uma parte desse dinheiro para os servidores do órgão”, informa.

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