SÃO PAULO (SP) — A Polícia Civil de Cerquilho deflagrou na manhã desta quarta-feira (10) a Operação Dívida de Sangue, que resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha especializada em roubos a condomínios na cidade. Os mandados foram cumpridos em cinco municípios do estado, e outros dois investigados seguem foragidos.
De acordo com a corporação, os alvos da ação são três mulheres e quatro homens que já possuíam antecedentes criminais por roubo, furto e tráfico de drogas. As prisões ocorreram simultaneamente em SÃO PAULO, Sorocaba, Itapetininga, Angatuba e Cerquilho, após investigações que apontaram a participação do grupo em pelo menos três ataques a residenciais ocorridos entre 2024 e 2025. Em todos os casos, os criminosos agiram com violência contra as vítimas, segundo a polícia.
Investigação aponta violência e ligação com maus-tratos infantis
Entre os detidos está uma mulher que já havia sido presa recentemente sob acusação de maus-tratos contra o próprio filho, de 2 anos. O caso ganhou repercussão após a criança defecar um preservativo na creche onde estudava, em 14 de maio. Na ocasião, o Conselho Tutelar de Cerquilho foi acionado, mas passou a ser investigado por suposta prevaricação — as conselheiras teriam orientado funcionárias da unidade a descartar o material e não comunicar o fato às autoridades.
Segundo relatos da Polícia Civil, a criança foi levada ao hospital pelas conselheiras, que impediram a professora e a diretora da creche de acompanhá-la. O menino foi liberado da unidade hospitalar e entregue à mãe sem o consentimento da polícia. Ao chegar à residência da família, no bairro Parque das Árvores, os agentes encontraram as crianças em situação degradante: sem acesso a água potável, alimentando-se diretamente no chão coberto por fezes e outros detritos.
Mãe investigada por estupro de vulnerável; crianças acolhidas
A Polícia Civil também investiga se um dos menores foi vítima de abuso sexual. As crianças passaram por exames no Instituto Médico Legal (IML) e foram acolhidas pelo Conselho Tutelar. A mulher foi presa pelos crimes de maus-tratos, estupro de vulnerável e desacato. Inicialmente, a Justiça concedeu prisão domiciliar, mas a medida foi convertida para preventiva após os agentes não a encontrarem em casa durante uma vistoria.
A Operação Dívida de Sangue segue em andamento. A polícia não descarta novas prisões e continua as investigações para localizar os dois foragidos. A delegacia de Cerquilho mantém os inquéritos em sigilo para não prejudicar as diligências.





