Polícia Civil deflagra operação contra desvio de medicamentos no Hetrin

A Polícia Civil de Goiás deflagrou na manhã desta quarta-feira, 16, uma operação contra o desvio, venda e tráfico de medicamentos controlados no Hospital Estadual de Trindade (Hetrin). A investigação começou após a morte de uma ex-funcionária da unidade por overdose de morfina, um remédio de uso controlado.

Segundo o delegado Thiago Escandolhero, responsável pelo caso, após a morte, a irmã da vítima procurou a delegacia para denunciar que funcionários do hospital forneciam o medicamento para a mulher. A denúncia levou a Polícia Civil a realizar diligência no Hetrin para verificar o controle de medicamentos.

Até o momento, duas pessoas foram conduzidas para a delegacia após serem encontrados medicamentos de uso controlado na residência delas, como Morfina, Tramal e Tramadol. A suspeita é de peculato, associação criminosa e tráfico de drogas.

Em nota, o Hetrin informou que já identificou e afastou cinco técnicos de enfermagem suspeitos de participação no desvio de remédios. A operação da Polícia Civil visa combater o tráfico e a venda ilegal de medicamentos controlados, garantindo a segurança e a integridade do sistema de saúde.

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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