Polícia Civil faz ação contra venda de armas produzidas por impressoras 3D
A investigação da Operação Shadowgun identificou que armas e peças produzidas com impressoras 3D foram comercializadas em plataformas de e-commerce usadas no Brasil.
Segundo ela, os investigadores detectaram anúncios e transações envolvendo componentes de armamentos vendidos em sites de comércio eletrônico.
Investigação e Descobertas
De acordo com a promotora, as investigações identificaram 75 transações envolvendo esses produtos, em diferentes regiões do país. “Foram detectadas, aproximadamente, 75 transações no Mercado Livre envolvendo a compra e venda dessas peças. Para além da consultoria, foram identificadas essas compras”, reforçou Letícia.
Para o Ministério Público, o uso dessas plataformas amplia o risco de disseminação do armamento.
Compras e Crimes
Segundo a investigação, parte dos compradores identificados possui ligação com atividades criminosas.
“Esses compradores foram alvos de busca e apreensão em todo Brasil. Foi detectado que alguns desses compradores eram envolvidos com o crime organizado, seja no tráfico de drogas, seja em milícia, ou em homicídios”, contou Letícia.
Quadrilha Oferecia Suporte Técnico
As investigações também apontaram que o grupo não apenas vendia armamentos produzidos com impressoras 3D, mas também comercializava o projeto digital necessário para fabricar as armas.
De acordo com o procurador-geral de Justiça do Rio, os suspeitos ofereciam instruções detalhadas e até suporte técnico aos compradores.
Investigadores também alertaram para o baixo custo de fabricação dessas armas. Segundo o delegado Marcos Buss, o modelo pode ser produzido dentro de casa com materiais de baixo custo, com um custo de cerca de R$ 800.
Riscos e Preocupações
Durante a coletiva, o procurador-geral de Justiça alertou para o risco de disseminação dessas armas entre grupos radicais, destacando que a facilidade de produção pode ampliar o acesso ao armamento fora de qualquer sistema de controle.
Operação Shadowgun
A Operação foi deflagrada para desarticular um esquema interestadual de produção e venda de armamentos fabricados com impressoras 3D. Até a última atualização da operação, quatro homens haviam sido presos.
Os investigados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo.




