Polícia Civil investiga furto em casa de tio de Suzane von Richthofen

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A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de furto à residência do tio de Suzane von Richthofen encontrado morto na sala da casa, no Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo. O médico Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, foi achado morto em casa no último dia 9. Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares constataram que a residência tinha sido invadida, com móveis, documentos e dinheiro levados. A perícia foi acionada para investigar o caso.

Desde a morte de Abdalla, uma disputa envolvendo Suzane e uma prima dele tem chamado a atenção. A prima, chamada Carmem Silvia Gonzalez Magnani, uma empresária de 69 anos, conseguiu a autorização para liberar o corpo do médico, apesar do desejo de Suzane. A relação entre as partes não era amistosa, segundo relatos de policiais ouvidos pelo DE. A morte de Abdalla ainda é investigada como suspeita de infarto até a liberação dos laudos da Polícia Técnico-Científica.

Quanto à herança do médico, que não era oficialmente casado e não tinha filhos, os sobrinhos, incluindo Suzane e seu irmão, Andreas von Richthofen, têm direito legal à sucessão. Andreas foi tutelado por Abdalla após os assassinatos dos pais da família Richthofen, o que pode gerar um novo conflito de interesses. A Justiça oficializou a exclusão de Suzane da herança dos pais dela em 2015, deixando os bens de R$ 10 milhões somente para Andreas.

Ainda em relação à herança, há uma prima de Abdalla que luta na Justiça pelo reconhecimento e dissolução de união estável com o médico. Carmem Magnani alega ter vivido com o tio por um período específico e busca o reconhecimento desse relacionamento. A situação se complicou ainda mais com um processo de reintegração de posse do apartamento em que ela residia. Até o momento, o processo de união estável segue sem uma decisão final da Justiça.

Relembrando o trágico caso Suzane von Richthofen, condenada por mandar matar os pais em 2002, a história ganhou repercussão nacional. Suzane, Daniel Cravinhos e Cristian foram condenados pelos assassinatos dos pais dela, com a execução planejada visando interesse na herança e oposição ao relacionamento amoroso de Suzane. Após cumprir parte da pena, Suzane saiu da prisão e mudou de nome, recomeçando sua vida ao lado do marido e tendo um filho. Os envolvidos no crime também estão em liberdade, mas a história continua marcando a memória do país.

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