Polícia Civil investiga venda ilegal de canetas emagrecedoras na internet

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Venda ilegal de canetas emagrecedoras cresce na internet, e Polícia Civil do DE investiga esquema

Prática expõe consumidores a riscos à saúde. Polícia intensificou as investigações para identificar fornecedores e desarticular a rede de venda irregular.

O comércio ilegal de canetas emagrecedoras tem se espalhado pela internet, expondo consumidores a riscos graves à saúde. Vendidos sem prescrição médica e, em muitos casos, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os produtos são anunciados livremente nas redes sociais com promessas de “emagrecimento rápido” e até descontos para pagamento via PIX.

Diante do avanço desse mercado clandestino, a Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou as investigações para identificar fornecedores e desarticular a rede de venda irregular. Desde o fim do ano passado, operações vêm sendo realizadas para combater a comercialização ilegal por farmácias, clínicas de estética e vendedores autônomos.

O Bom Dia Rio encontrou dezenas de postagens com fotos de caixas fechadas e abertas dos medicamentos. A venda é considerada ilegal quando ocorre sem receita médica, fora de farmácias autorizadas pela Anvisa ou quando há indícios de falsificação e contrabando.

Em contatos feitos por telefone, alguns anunciantes confirmaram a comercialização sem qualquer exigência de prescrição. Um deles afirmou conseguir a caneta por R$ 1.800 “com um amigo” e desligou ao ser questionado sobre os riscos da prática.

Outra vendedora ofereceu ampolas de tirzepatida por R$ 500 cada, com “valor promocional”, e chegou a orientar um protocolo de uso. Um terceiro contato disse que não vendia diretamente, mas que poderia intermediar a compra do medicamento.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia repudia a venda irregular. A vice-presidente da entidade, Karen de Marca, alerta que muitos desses medicamentos são aprovados apenas na forma de caneta aplicadora ou comprimido. “Se chegar em frasco, já não é um produto aprovado pela Anvisa”, afirmou.

A médica também orienta que pacientes só utilizem medicamentos com prescrição de profissional habilitado e com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), desconfiando de ofertas com preços muito abaixo do mercado ou produtos fora da embalagem original.

No último dia 24, uma influenciadora digital e o marido foram presos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, Larissa da Silva Caetano Anunciação, que se apresentava como enfermeira nas redes sociais, anunciava medicamentos — prática proibida pela legislação.

Ela e o marido, Marcus Vinícius Silva da Anunciação, foram detidos por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) e vão responder por crime contra a saúde pública e contra as relações de consumo.

Na casa do casal, a polícia apreendeu ampolas de canetas emagrecedoras, suplementos alimentares, dois celulares e dois computadores.

Em outra ação, no dia 20, agentes prenderam um grupo suspeito de trazer produtos irregulares do Paraguai.

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