Polícia confirma morte de jovem desaparecida após Réveillon em Guarujá (SP)

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Polícia confirma morte de jovem que sumiu após Réveillon, mas corpo segue desaparecido

Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, desapareceu no dia 2 de janeiro, em Guarujá (SP). Um casal, um motorista de aplicativo e um integrante de uma organização criminosa foram presos por envolvimento no caso nesta quinta-feira (19).

Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, desapareceu em Guarujá, SP — Foto: Redes Sociais

Três homens e uma mulher foram presos por envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, após o Réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo. A Polícia Civil confirmou a morte da jovem, embora o corpo ainda não tenha sido localizado. A suspeita é de que ela tenha sido executada após julgamento pelo chamado ‘tribunal do crime’.

O último contato de Maria Eduarda com a mãe aconteceu no dia 2 de janeiro. Na ocasião, a balconista Claudieli Natali Cordeiro, de 34 anos, contou ao DE ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de integrar o Comando Vermelho (CV).

Ainda segundo a mãe, Maria Eduarda se mudou de Curitiba (PR) para Guarujá com o namorado aproximadamente três meses antes de desaparecer. Claudieli acrescentou que a filha tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabe, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime.

O delegado Thiago Nemi Bonametti, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos e responsável pelas investigações, informou ao DE que o modus operandi, o sinal do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda.

De acordo com ele, as investigações continuam para localizar o corpo e identificar os outros envolvidos no crime. Policiais civis da 3ª Delegacia de Homicídios, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), deram cumprimento a mandados de prisões temporárias contra três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, de 21. Eles são investigados pelos crimes de organização criminosa e homicídio qualificado realizado após o “tribunal do crime”.

Um homem e uma mulher foram até a casa da vítima para descartar os pertences dela. De acordo com a Polícia Civil, a ação dificultaria o desdobramento e elucidação do caso. Um integrante da facção criminosa envolvido na execução de Maria Eduarda. Um motorista de aplicativo realizou o transporte de envolvidos no crime ao Estado do Paraná. O delegado afirmou que investiga o motivo da viagem.

O último contato da mãe com a filha aconteceu por volta das 16h40 do dia 2 de janeiro, quando Maria Eduarda enviou algumas fotos da virada do ano. Na manhã seguinte, a mulher recebeu mensagens de um número desconhecido. A pessoa se apresentou como irmã do namorado da jovem.

Ainda segundo Claudieli, a mulher disse que o casal foi sequestrado e estaria sendo mantido em cárcere privado em um morro de Guarujá após ser acusado de pertencer à facção criminosa. A balconista afirmou que as mensagens não tinham pedidos de dinheiro ou qualquer tipo de ameaça.

A mãe explicou que só sabe o primeiro nome do namorado da filha e nunca chegou a vê-lo pessoalmente. Apesar disso, ele entrou em contato com ela, no dia 5 de janeiro. O jovem contou que havia sido liberado pelos criminosos e confirmou a versão dada pela irmã dele. “Falou que não sabe o que aconteceu com ela [Maria] porque mandaram ele embora e ficaram com ela”, contou Claudieli. DE não localizou o namorado de Maria e a irmã dele até a publicação desta reportagem.

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