Polícia e bombeiros usam cães farejadores na busca por família desaparecida no RS

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Polícia e bombeiros fazem buscas com cães farejadores a família desaparecida no RS

As buscas pelas três pessoas da mesma família que estão desaparecidas há mais de 50 dias continuam na região de Gravataí. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros concentram os esforços na área rural, após a perícia identificar um sinal do celular de Silvana de Aguiar, de 48 anos, na região, dias depois do seu desaparecimento em 24 de janeiro.

Na mesma região também se localiza um sítio pertencente a um familiar do principal suspeito do crime, o policial militar Cristiano Domingues Francisco.

As equipes voltaram a utilizar cães farejadores nas buscas. De acordo com a polícia, o uso dos animais só é eficaz quando as buscas acontecem em territórios específicos delimitados.

Cães farejadores nas buscas

Os cães possuem capacidade olfativa quase 50 vezes maior que a dos seres humanos. O nariz do ser humano conta com cerca de 5 milhões de células olfativas, enquanto os cachorros possuem cerca de 200 milhões. Graças a esse sentido apurado, os cães conseguem detectar e diferenciar muito mais cheiros.

Na sexta (13), os trabalhos ocorreram na região da Vila Anair, em uma residência que seria de um familiar do suspeito, conforme apurou a RBS TV. Foram pelo menos quatro locais de busca, incluindo áreas rurais de Cachoeirinha e Gravataí.

A polícia apreendeu pelo menos um telefone celular e um notebook. Além disso, dois veículos foram apreendidos para perícia. Os bens são de familiares do principal suspeito do crime.

Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.

As contas bancárias de Silvana, Isail e Dalmira não tiveram movimentação no período. Em razão disso, a polícia praticamente descarta encontrar a família com vida. Silvana, inclusive, integra a lista oficial de vítimas de feminicídio no RS em 2026.

A principal linha de investigação é de que se trata de feminicídio (contra Silvana), duplo homicídio (pais dela) e ocultação dos cadáveres.

Elementos apurados

As investigações também já levaram a polícia a um sítio da família do PM e a outra propriedade dos Aguiar, além das casas dos desaparecidos e a do próprio suspeito.

Paralelamente, a polícia tenta esclarecer quem é o dono de um carro vermelho que entrou na casa de Silvana no dia do desaparecimento. Já outra frente aguarda o resultado da perícia nas amostras de sangue encontradas no pátio da residência da vítima.

Situação atual do suspeito

O único suspeito é o policial militar e ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente desde 10 de fevereiro.

Com a prorrogação da prisão de Cristiano, a polícia espera concluir o inquérito sobre o caso em até 30 dias.