A Polícia Federal tomou a decisão de afastar preventivamente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro de suas funções como escrivão, após a cassação de seu mandato e a abertura de um processo administrativo por abandono de cargo. O afastamento foi determinado pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro, devido a faltas não justificadas à delegacia de Angra dos Reis. Eduardo tem cinco dias úteis para entregar sua arma institucional e sua carteira funcional.
Essa crise teve início em dezembro de 2025, quando Eduardo teve seu mandato cassado por excesso de faltas. Mesmo com o fim da licença para atividade política, a PF exigiu seu retorno imediato, mas ele permaneceu nos Estados Unidos, alegando perseguição política. A ausência prolongada está sendo investigada como possível abandono de cargo, o que pode resultar em demissão.
Além do processo administrativo, Eduardo Bolsonaro é réu em uma ação penal no STF por obstrução de Justiça e coação. A PGR o acusa de privilegiar interesses pessoais e familiares em detrimento dos interesses da República. Com a formalização da ação penal, sua defesa terá que se apresentar perante os ministros do STF.
Enquanto a PF analisa sua conduta como servidor concursado, o STF decidirá se as acusações resultarão em condenação criminal. O processo judicial segue independente do rito disciplinar da PF, porém ambos convergem em um momento de isolamento institucional do ex-parlamentar.




